Arquivo de Ambiente - Futurotopia https://futuroterapia.com/category/ambiente/ Ferramentas Digitais e Inteligências Artificiais Wed, 28 Jul 2021 23:12:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://futuroterapia.com/wp-content/uploads/2021/05/2-1-150x150.png Arquivo de Ambiente - Futurotopia https://futuroterapia.com/category/ambiente/ 32 32 Futuros Regenerativos: Ideias para Adiar o fim do mundo https://futuroterapia.com/futuros-regenerativos-ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo/ https://futuroterapia.com/futuros-regenerativos-ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo/#respond Tue, 01 Dec 2020 19:03:32 +0000 https://futuroterapia.com/?p=11572 O mundo como conhecíamos parece desmoronar. Você sente isso? Que vivemos uma crise – não só econômica, mas da desigualdade, da realidade, da democracia, da saúde mental, do planeta? As grandes questões – sobre trabalho, consumo, economia, política, clima, desigualdade social, etc – que foram levantadas antes da pandemia continuam sem resposta e se tornaram [...]

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O mundo como conhecíamos parece desmoronar. Você sente isso? Que vivemos uma crise – não só econômica, mas da desigualdade, da realidade, da democracia, da saúde mental, do planeta? As grandes questões – sobre trabalho, consumo, economia, política, clima, desigualdade social, etc – que foram levantadas antes da pandemia continuam sem resposta e se tornaram ainda mais complexas com a percepção sistêmica das crises que vivemos. Nosso modelo de viver focado unicamente em resultados quantitativos levou a níveis extremos o planeta e os seres vivos que dele fazem parte. Para atravessar esse momento, lançamos o convite para um futuro a partir de outras formas: multicêntricas, orgânicas, não hierárquicas, diversas, potentes.

O YOUPIX Talks, simplesmente nos enche de energia ao nos convidar a descer pelas rachaduras e envisionar outras formas de ser, estar e fazer no planeta, através do estudo vivo Futuros Regenerativos! Estudo realizado e apresentado pela equipe da White Rabbit e Futuro Possível.

Sobre o Estudo da White Rabbit e Futuro Possível:

O estudo foi estruturado e baseado no pensamento complexo e sistêmico, buscando a origem da estrutura fundacional da nossa sociedade, passando pelas crises interligadas em que estamos vivendo, o momento de transição entre histórias e os sinais de Futuros Regenerativos.

  1. Substrato: A NARRATIVA FUNDACIONAL
  2. Desintegração: RACHADURAS NA HISTÓRIA
  3. Integração: O PROCESSO DE TRANSIÇÃO
  4. Rizoma: O PARADIGMA DA COMPLEXIDADE
  5. Espero: NARRATIVA EMERGENTES

Entendendo as origens para encontrar caminhos:

”Para nutrir futuros regenerativos não precisamos criar novos mundos, mas sim resgatar vislumbres de outros mundos possíveis que já existem mas são constantemente invisibilizados pela narrativa hegemônica.”

Ailton Krenak

O quanto você ouviu falar recentemente sobre descolonização? Começamos a perceber que partimos de uma narrativa hegemônica, pautada por uma visão única de mundo do imaginário patriarcal, branca, europeu-americano cêntrico. Sem invalidar essas narrativas, e se pudermos nos permitir imaginar mais longe?

No estudo vivo “Futuros Regenerativos” que foi debruçado sobre as lúcidas e precisas palavras do filósofo Ailton Krenak, autor dos livros “Ideias para Adiar o fim do mundo” e “A vida não é útil”, escrito a partir de palestras e entrevistas realizadas durante a pandemia. Krenak faz uma crítica mordaz a essa visão de humanos que se distanciam da natureza criando ficções de futuros ultra tecnológicos e que anseiam pela “volta da normalidade”.

Essa conversa promovida pelo YOUPIX, White Rabbit e Futuro Possível é super relevante para nos inspirar e vislumbrar alternativas poderosas para os desafios em que estamos vivendo.

Segundo o estudo, parte de um dos caminhos para construir Futuros Regenerativos é educar, motivar e habilitar comunidades transformadoras, isso envolve tecer redes de pessoas com interesse voltados para o que é comum, sustentando o espaço para diversidade de pontos de vista através da capacidade de observação e comunicação sensível, tendo como base a cidadania participativa e a voz política.

Ficamos tão energizados e sintonizados com o que foi proposto nesse estudo vivo, que o Futurotopia quer ampliar esse debate e está convidando você para participar da nossa comunidade que está em formação.

Encontre pessoas que queiram continuar essa discussão. Entre na comunicadade do Futurotopia:

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Uma nova visão de futuro: Do Antropoceno ao Ecozóico. https://futuroterapia.com/uma-nova-visao-de-futuro-do-antropoceno-ao-ecozoico/ https://futuroterapia.com/uma-nova-visao-de-futuro-do-antropoceno-ao-ecozoico/#respond Fri, 13 Nov 2020 21:51:52 +0000 https://futuroterapia.com/?p=7868 A grande obra de cada tempo histórico Para Thomas Berry, acadêmico da Terra como gostava de ser chamado, cada época histórica tem a sua grande obra. A grande obra do Paleolítico foi a expansão humana a partir da África. Este processo esteve associado à criação de linguagem, rituais e estruturas sociais pelas comunidades caçadoras-coletoras. A [...]

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A grande obra de cada tempo histórico

Para Thomas Berry, acadêmico da Terra como gostava de ser chamado, cada época histórica tem a sua grande obra. A grande obra do Paleolítico foi a expansão humana a partir da África. Este processo esteve associado à criação de linguagem, rituais e estruturas sociais pelas comunidades caçadoras-coletoras. A grande obra do Neolítico foi o estabelecimento de comunidades agrícolas em territórios socioecológicos cujas paisagens foram manejadas através da prática extrativista e agrícola. 

Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e da qual ninguém está isento: é a hora de deixar uma Era Cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do planeta Terra.

Thomas Berry

A grande obra da Modernidade está representada na urbanização, nos avanços tecnológicos, nos ideais democráticos de governo e direitos humanos, nos empreendimentos que contemplam novas vocações etc. E, hoje, estamos diante uma nova grande obra: a passagem de uma era de presença humana irresponsável em relação à ecologia planetária para uma nova era onde a presença humana torne a vida mais abundante do que seria possível sem ela.

Thomas Berry concorda com Joanna Macy quanto ao fato de que nossa tarefa histórica é fazer a grande virada da civilização industrial moderna para uma sociedade de presença benigna na comunidade de vida do planeta. A grande obra e a grande virada dizem respeito a mesma coisa: o renascimento do sentido de um “eu ecológico” que reconhece a sua interexistência e interdependência com tudo e todos e que, por isso, se coloca a serviço incondicional da vida.  

Antropoceno, o fim de um sistema geobiológico

Se a patologia central que levou ao término do Cenozóico foi a descontinuidade radical estabelecida entre o humano e o não-humano, a renovação da vida no planeta deve se basear na continuidade entre o humano e o não-humano como uma comunidade integral única. Uma vez que essa continuidade seja reconhecida e aceita, teremos cumprido a condição básica que permitirá ao humano se tornar presente na Terra de uma maneira que ambos se aprimoram mutuamente.

Thomas Berry

Berry alerta que nós não escolhemos fazer ou não fazer parte da grande obra de nosso momento histórico. Ela é intransferível. E nela devemos nos engajar simplesmente por habitarmos este tempo-espaço. De acordo com ele, nós vivemos um colapso comparável às grandes transições do planeta. Atravessá-lo em direção à sobrevivência humana e à estabilidade ecológica da Terra não se trata de adaptação, mas de lidar com o fim de um sistema geobiológico. 

Nós estamos diante da transição tão necessária quanto inevitável do Antropoceno ou Era Tecnozóica para o Ecozóico ou Era Ecológica. Ou seja, estamos participando, e devemos conduzir ativamente, a passagem da era de exploração em que o planeta é visto como fonte de recursos para benefício exclusivamente humano para uma nova era em que a relação entre os seres humanos e a Terra se de através do cuidado com o bem estar de toda a comunidade de vida.

Para Berry, a civilização industrial é a fase terminal do Cenozóico — a era geológica que se iniciou há aproximadamente 65,5 milhões de anos e que se estende até a atualidade. Nós chegamos a esse limiar através da tradição cultural greco-romana, da religiosidade cristã e da política-econômica liberal inglesa. Juntas elas ancoraram as bases falhas da nossa civilização. Em seus fundamentos esteve a separação radical entre o ser humano e os outros seres e a retirada da “alma” do mundo que deveria ser explorado intensa e extensivamente pelo ser humano. Em síntese, estamos falando de uma ciência reducionista e mecanicista, de uma economia materialista e exploratória e de uma política antropocêntrica que se globalizaram e nos conduziram até o estado atual do mundo.

Ao longo dos séculos, com o avanço da visão de mundo antropocêntrica, nos tornamos pessoas individualistas, egoístas e sem intimidade com a natureza. Com nossas próprias mãos, construímos um cenário de colapso das tradições éticas, de destruição massiva dos sistemas naturais, de desperdício da sociodiversidade com a globalização homogeneizante e de crescente vulnerabilidade econômica devido à dependência do petróleo.

Uma nova visão de futuro

Frente esse contexto, enquanto sociedade global, nós não temos um programa confiável de transição que substitua o paradigma em decadência fundamentado na separação, controle, previsão, homogeneidade, linearidade etc. No entanto, podemos tocar nova uma visão de futuro. Conhecida por visionários mundo afora, essa visão de futuro tem em sua base valores como viabilidadeintimidade celebração. Berry se dedicou a expandir esses valores com vista a estabelecer a nova Era Ecológica.

A transição mais difícil de fazer é de uma norma de progresso antropocêntrica para uma biocêntrica. Para haver algum progresso verdadeiro, toda a comunidade da vida deve progredir. Qualquer progresso do ser humano em detrimento da comunidade mais ampla da vida leva ao comprometimento da própria vida humana.

Thomas Berry

Para desenvolvermos um modo viável de habitar a Terra precisamos desenvolver valores centrados nela e não no ser humano. A humanidade é um subsistema da Terra. Portanto, a comunidade de todos os seres que a habitam deve ser a referência para o estabelecimento de princípios éticos. A base ética da vida humana deve ser biocêntrica, isto é, ter como fundamento a preocupação com o bem estar e a prosperidade de toda a comunidade de vida do planeta.

A aplicação dessa base ética se dá através da limitação auto-imposta associada à disciplina criativa. Ou seja, devemos, com prontidão, abrir mão da mentalidade de exploração irrestrita de recursos renováveis e não-renováveis e aceitar os limites naturais de modo a preservar as funções biológicas básicas e o ciclo de renovação da vida. Esse novo comportamento nos levará da insanidade coletiva para a existência criativa.

Nosso relacionamento com a Terra envolve algo mais que o uso pragmático, a compreensão acadêmica ou a apreciação estética. Uma intimidade verdadeiramente humana com a Terra e com todo o mundo natural é necessária.

Thomas Berry

A intimidade com a vida é o valor que nos permite participar, com senso de pertencimento, dos sistemas vivos ao invés de nos contentarmos em colecionar objetos para satisfazer o auto-interesse. Ela é fundamental porque nós dependemos — biológica, emocional e espiritualmente — da existência da vida que extinguimos a cada instante. A imaginação, a tecnologia e qualquer expressão do desenvolvimento humano depende de nossas experiências com a diversidade natural do mundo. 

Cultivar a ética social que reconhece a interdependência entre todos os seres é a forma de honrar a intimidade que devemos cultivar com a vida. As nossas instituições devem passar por uma reforma de modo a assumir a integração do ser humano na grande comunidade planetária como o fundamento para o estabelecimento de acordos e leis que gerem benefícios mútuos.

Para David Abram, filósofo e ecologista cultural, a intimidade do ser humano com os sistemas vivos deve começar através do cultivo dos sentidos. Para estabelecermos um relacionamento mútuo e sustentável com a Terra, nossos corpos sensíveis precisam estar em contato direto com o mundo natural. Precisamos resgatar o contentamento que surge diante os sabores dos alimentos, os cheiros no ar, a sensação do vento acariciando a pele, a terra sob nossos pés nos ancorando e impedindo, através da gravidade, que vaguemos no espaço. 

David sugere que, ao caminhar, possamos nos permitir sentir a própria Terra percebendo nossos passos enquanto caminhamos sobre ela. Estar no mundo através de uma presença corporificada aberta à percepção sensível da exuberância da vida é a condição para nos reconectarmos com a Terra. É através dos sentidos, e não do intelecto abstrato, que nos apaixonaremos novamente pela natureza.

Ao trazer à luz o planeta Terra, suas formas vivas e inteligência humana, o universo encontrou, até onde sabemos, a expressão e manifestação mais elaborada de seu mais profundo mistério. Aqui, em seu modo humano, o universo reflete e celebra a si mesmo em um modo único de autopercepção consciente.

Thomas Berry

A celebração diz respeito ao uso que devemos fazer do dom que é particular da humanidade: a auto-consciência, consciência auto-reflexiva ou auto-percepção consciente. O universo celebra a si mesmo em cada ser vivo, em cada indivíduo de cada espécie. E o ser humano é a forma pela qual o universo celebra a si mesmo em um modo especial de auto-percepção consciente. Isso nos traz a obrigação de usar as nossas habilidades para celebrar a vida em sua diversidade em vez de nos opormos a ela. 

A celebração da existência passa por nos comportamos de forma funcional no processo evolucionário do planeta e do cosmos. Um novo jeito de viver a espiritualidade e a religiosidade deve nascer. Nós somos criados e apoiados pela mesma força que cria constantemente o universo. Por isso, precisamos de uma religiosidade inclusiva cuja cosmovisão seja baseada na história do universo, e cuja dimensão espiritual seja derivada do entendimento dos misteriosos processos auto-organizados, criativos e emergentes que dão forma ao cosmos.

Em síntese, a Era Ecológica deve consolidar um modo viável de presença humana na Terra de modo que o ser humano se integre na comunidade de vida com os demais seres e celebre o universo através da auto-consciência. Para tanto, a transição do Antropoceno para o Ecozóico deve passar pela adoção de uma norma biocêntrica ao invés da antropocêntrica, de uma economia que respeita os limites ecossistêmicos ao invés da economia baseada na exploração de recursos não-renováveis, e de uma religiosidade que aproxima o ser humano à vida ao invés de incentivá-lo a explorá-la e superá-la.

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da visão – propósito pessoal a serviço de Gaia]

Referências

David Abram. The Spell of the Sensuous: Perception and Language in a More-Than-Human Worl. VIntage, 1997.

Thomas Berry. O sonho da Terra. Vozes, 1991.

Thomas Berry. The Great Work: Our Way Into the Future. Bell Tower, 1999.

fonte;

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Primeiros passos para o Minimalismo. https://futuroterapia.com/primeiros-passos-para-o-minimalismo/ https://futuroterapia.com/primeiros-passos-para-o-minimalismo/#respond Mon, 03 Aug 2020 22:40:39 +0000 https://futuroterapia.com/?p=6200 Objetos que você não usaRoupas que você não gosta ou não usa há temposCoisas feiasCoisas quebradas, lascadas ou rachadasCelhas cartas, bilhetesPlantas mortas ou doentesRecibos/jornais/revistas antigosRemédios vencidosMeias velhas, furadasSapatos estragadosVelharias de todo tipo que te ligam ao passado No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;Na entrada, restringem o fluxo da vida;Empilhadas no chão, nos [...]

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Objetos que você não usa
Roupas que você não gosta ou não usa há tempos
Coisas feias
Coisas quebradas, lascadas ou rachadas
Celhas cartas, bilhetes
Plantas mortas ou doentes
Recibos/jornais/revistas antigos
Remédios vencidos
Meias velhas, furadas
Sapatos estragados
Velharias de todo tipo que te ligam ao passado

No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;
Na entrada, restringem o fluxo da vida;
Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;
Acima de nós, são dores de cabeça;
Sob a cama, poluem o sono
Espalhadas pela casa, entulham a vida.

 A saúde melhora;
A criatividade cresce;
Os relacionamentos se aprimoram;
Há maior capacidade de raciocínio;
Leveza no espírito e no humor

Para doar!
Para jogar fora!
Para vender

..e vá fazendo pilhas separadas…

Livre-se de barulhos, gritarias e discussões;
Livre-se das luzes fortes, sempre que possível;
Livre-se do excesso de cores berrantes;
Livre-se dos odores químicos;
Abra janelas e cortinas pela manhã e deixe o sol e o ar fresco invadir os ambientes;
Livre-se do que traz lembrança triste…
Libere mágoas;
Pare de fumar;
Repense o uso da carne;
Termine projetos inacabados.

Cultive energia positiva em sua casa;
Faça uma limpeza geral, use caixas para organização e se esforce para manter esses bons hábitos

* Sugestões de identificação das caixas:

🚫 Lixo
✅ Consertos
♻ Reciclagem
🤔 Em dúvida

🎁 Presentes
💞 Doação
🤑  Vender

Comece por gavetas e armários e conclua cada cômodo (só passe para o próximo quando terminar aquele que já começou), faça tudo no seu ritmo…
ENQUANTO FAXINA, observe as mudanças acontecendo em você.

À medida que limpamos nossa casa física, também colocamos em ordem nossa mente e coração!

Não se agarre a nada. Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você.

A energia que estava envolvida no apego às coisas, trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz e consciência, uma nova compreensão, um tremendo descarregar.

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[Propósito da vida]: O sentido de serviço https://futuroterapia.com/proposito-da-vida-sentido-de-servico/ https://futuroterapia.com/proposito-da-vida-sentido-de-servico/#respond Thu, 04 Jun 2020 20:39:09 +0000 https://futuroterapia.com/?p=5775 “O significado da vida é achar nosso dom. O propósito da vida é oferecê-lo ao mundo.”   — Pablo Picasso Servir é orientar a própria vida para fazer o outro crescer e brilhar. É fazer a escolha de participar da teia da vida indo além da necessidade de autoria. É incentivar o outro a manifestar o [...]

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“O significado da vida é achar nosso dom. O propósito da vida é oferecê-lo ao mundo.”  

— Pablo Picasso

Servir é orientar a própria vida para fazer o outro crescer e brilhar. É fazer a escolha de participar da teia da vida indo além da necessidade de autoria. É incentivar o outro a manifestar o seu melhor potencial. É ajudá-lo a se ver, se reconhecer e se realizar. 

A realização pessoal é um subproduto do serviço engajado na realização do outro. A sentença franciscana “é dando que se recebe” é uma tradução poética do funcionamento da vida. A reciprocidade, ou interdependência dinâmica, é a maneira como a vida se auto-regula.

A reciprocidade que favorece a vida acontece quando um elemento de um sistema oferece valor em uma interação. Quando o valor é entregue e contribui para a saúde do sistema aquele elemento é retribuído com a própria saúde do sistema que amplia as possibilidades de desenvolvimento de cada um dos seus elementos e das interações entre eles.

É fácil reconhecer que nós somos energizados quando servimos ao mundo com renúncia aos resultados das nossas ações. 

Nós temos a confirmação de que a nossa visão nos levará em direção à auto-realização e à saúde planetária quando o auto-interesse é compatível e contribui para a saúde do contexto do qual participamos.

Mas para que o auto-interesse não sucumba ao autocentramento e às suas exigências descabidas, nós precisamos fazer as pazes com o outro e com o contexto — quem quer que sejam. Para trabalhar a serviço da saúde sistêmica, nós precisamos ir além dos jogos ganha-perde, do poder-sobre e dos pactos inconscientes de vingança.

O porquê de ainda imperar um paradigma de escassez e competição está relacionado à atitude de fechamento, às feridas emocionais e às contas abertas com o outro. Em algum momento fomos machucados pelos gestos alheios. A menos que essa dor seja metabolizada pela atuação comprometida de uma mente ampla e coração aberto, vamos buscar ter razão, controlar as situações e vencer nas interações cotidianas.

A boa notícia é que a vida é tecida pelas atribuições de sentido e nós podemos, portanto, rever os sentidos atribuídos às experiências difíceis. Nós podemos suspender a lente dos jogos ganha-perde que construímos para evitar situações potencialmente traumáticas. Neurobiologicamente, caminhos sinápticos reforçados por emoções perturbadoras e crenças restritivas podem ser transformados.

Somos desafiados a jogar um jogo ganha-ganha mesmo que ele ainda não nos seja natural, a incentivar o potencial do outro mesmo que isso ainda não seja espontâneo e a desejar, mesmo contra o nosso hábito mental, que a realização do outro seja um motivo de celebração. Esse trabalho é sobre exercitar o músculo da autoconsciência — a competência distintiva do ser humano na ecologia planetária. Fazê-lo é tornar-se mais humano momento a momento.

Nós podemos trocar os papéis de salvadores pretensiosos do mundo, de agentes insistentes de mudança e de lamentadores do próprio martírio pelo papel de catalisadores dos potenciais alheios e ativadores de relações ganha-ganha. Como consequência, o sentido de serviço e a reciprocidade prosperam. 

Nós podemos escolher onde colocar energia e nos manter firmes de modo a contribuir para o bem comum.

Nesse momento historicamente decisivo para a evolução humana e planetária — que, afinal, são um só processo evolutivo — nós precisamos de uma visão ancorada no servir. E precisamos fazer o que for necessário para transpor os obstáculos que se colocam nesse caminho. 

Não fazê-lo não ajuda nem a nós nem ao outro. E em um mundo com demanda urgente de saúde, cuidado e colaboração, não ajudar é quase o mesmo que prejudicar. 

Precisamos assumir as nossas incoerências, reivindicar a presença do eu autêntico e clamar pela guiança da Terra. Nos foi dada a possibilidade de viver uma vida que importa ao podermos participar do destino do mundo. Temos nas nossas mentes, corações e mãos a oportunidade de fazer a vida valer a pena através da corporificação da nossa visão, da oferenda dos nossos dons ao bem comum e da re-inserção do humano na natureza.

Este texto faz parte do ebook “A jornada humana em busca da visão”. 

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O Chamado para a Liderança Regenerativa https://futuroterapia.com/lideranca-regenerativa/ https://futuroterapia.com/lideranca-regenerativa/#respond Fri, 15 May 2020 15:46:05 +0000 https://futuroterapia.com/?p=5188 Liderança Regenerativa – Nota do editor: Esse é um trecho de um livro muito coerente com o momento em que vivemos, ele é um chamado para uma nova forma de liderar. Com conceitos lúcidos, maduros e integrado com a humanidade e o planeta, o livro “O Chamado para a Liderança Regenerativa” de Felipe Tavares, é [...]

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Liderança Regenerativa – Nota do editor: Esse é um trecho de um livro muito coerente com o momento em que vivemos, ele é um chamado para uma nova forma de liderar. Com conceitos lúcidos, maduros e integrado com a humanidade e o planeta, o livro “O Chamado para a Liderança Regenerativa” de Felipe Tavares, é sem dúvida uma grande inspiração para o futuro da liderança de governos, empresas e sociedade. Convido você para conhecer esse chamado e se te tocar, baixe o livro (por enquanto está gratuito). Agradeço minha colega de estudos de futuros Thayani Costa pela belíssima indicação.

QUEM ESCOLHEMOS SER?

A luta pelos direitos humanos e da Terra – a luta por um mundo mais bonito – não é uma corrida de cem metros, é uma maratona. A principal tarefa que nos é dada agora é uma reflexão profunda sobre como iremos servir, a partir da nossa essência, para a construção do mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível. O que eu posso fazer hoje que irá se somar com o trabalho de amanhã e poderá contribuir significativamente para a regeneração planetária? Como transformar o meu esforço em um legado de esperança e inspiração para o mundo?

O planeta nos convida a participar desta mudança.

Nos resta, então, descobrir qual papel iremos desempenhar para alcançar a mudança que queremos. O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível é o título de um belo e importante livro do autor Charles Eisenstein onde ele explora a mudança de perspectiva do ”Mundo da Separação” para o “Mundo do Interser”.

SOMOS FEITOS DE HISTÓRIAS

A todo momento ouvimos, fabricamos e contamos histórias. Podemos não perceber, mas essas narrativas – reforçadas dia a dia – são o pano de fundo de todas as nossas escolhas. O primeiro passo para a transformação é ouvir essas histórias com uma atenção especial. Podemos, então, decidir se essas histórias nos servem ou não. Podemos escolher recriar as narrativas que nos orientam. Qual o nosso papel no mundo? O que é sucesso? O que é importante? Precisamos escolher as histórias que nos servem, abandonar as que não fazem sentido e recriar a narrativa do nosso futuro.

TEMOS A OBRIGAÇÃO DE JOGAR UM JOGO DIFERENTE

Não acredito que temos escolha. Temos a obrigação de mudar as regras, de jogar um jogo diferente, de ir além do absurdo considerado como normal. Nós precisamos de pessoas que refaçam o papel da humanidade. Precisamos de pessoas que quebrem as regras, desafiem o estabelecido e superem o convencional. E que nos mostre como.

LEIA TAMBÉM: Entenda o que é um Salto Quântico e imagine o Sistema Doors

SEJA INSUBSTITUÍVEL/ÚNICO

Por décadas a nossa curiosidade foi abafada nas escolas. Fomos treinados para a conformidade, fomos forçados a caber em uma função pré-definida. Nos tornamos facilmente substituíveis. Mas o mundo precisa de gente singular, de pessoas insubstituíveis, de pessoas que tenham voz e que se importam com uma causa maior do que a si mesmas.

Tornar-se curioso é um processo de cinco-dez-quinze anos em que você começa a encontrar a sua voz e entende que a coisa mais arriscada a se fazer é jogar o jogo da conformidade, é ser substituível. Encontrar o seu papel singular é uma tarefa em comunidade, é um ato generoso de doar-se e ser capaz de perceber-se nos outros. É uma experimentação corajosa. É se permitir pertencer e ousar contribuir. É um processo que daqui a algum tempo você vai desejar ter começado hoje.

MUDANÇA

Queremos evoluir. Para tanto, o mais comum é a busca por “fazer as coisas melhor”. A ideia é simples: para que eu me desenvolva pessoal ou profissionalmente eu devo aprimorar o jeito que faço as coisas. Esta é uma mudança dentro de fronteiras cotidianas, é uma escolha dentro de um conjunto conhecido de opções.

Mas e se em vez de “fazer as coisas melhor” nós pudéssemos “fazer melhores coisas”? Esta é uma mudança radical na forma de encarar a evolução.

A busca por eficiência – o “fazer as coisas melhor” – se completa apenas quando nos perguntarmos: eficiência e efetividade a serviço do quê? Quais opções não estão sendo consideradas e por quê? Qual o propósito de aprimorar aquilo que poderia ser transformado em algo melhor? Esta é uma mudança de segunda ordem que requer a reavaliação de premissas e crenças e também um despertar do coração para que seja possível perceber novas possibilidades. Mas, ainda mais profunda, é a terceira ordem de mudança. Ela é capaz de nos fazer “ver as coisas diferente”. Esta é a busca pela experiência de ver a nossa visão de mundo em vez de ver através da nossa visão de mundo. É o reconhecimento da lente através da qual fazemos sentido do mundo e que nos permite abordar a questão por um novo ângulo. É a possibilidade de habitarmos o diferente, é o exercício da visão expandida.

Link para baixar o livro aqui: 


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O que é o ‘cisne verde’, que pode causar a próxima crise financeira mundial. https://futuroterapia.com/o-que-e-o-cisne-verde-que-pode-causar-proxima-crise-financeira-mundial/ Tue, 18 Feb 2020 17:21:29 +0000 https://futuroterapia.com/?p=4585 Cisne Verde:  Quando o dinheiro estava correndo fartamente nos corredores de Wall Street e a festa parecia nunca acabar, poucos viram que uma crise financeira brutal estava a caminho. Seus efeitos profundos pelo mundo contam esta história até hoje. Após a crise de 2008, a urgência em tentar antecipar crises como essa cresceu tanto quanto [...]

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Cisne Verde: 

Quando o dinheiro estava correndo fartamente nos corredores de Wall Street e a festa parecia nunca acabar, poucos viram que uma crise financeira brutal estava a caminho. Seus efeitos profundos pelo mundo contam esta história até hoje.

Após a crise de 2008, a urgência em tentar antecipar crises como essa cresceu tanto quanto o medo da reincidência.

Foi nessa época que os economistas começaram a usar o termo “cisne negro” para se referir a eventos fora da curva e que têm um forte impacto negativo ou até catastrófico.

Na semana passada, o Bank for International Settlements (BIS), conhecido como “o banco dos bancos centrais”, com sede na Suíça, publicou o livro The green swan (O cisne verde), um estudo de Patrick Bolton, Morgan Despres, Luiz Pereira da Silva, Frédéric Samama e Romain Svartzma.

A partir do cisne negro, os autores criaram a figura do “cisne verde” para se referir à perspectiva de uma crise financeira causada pelas mudanças climáticas.

“Os cisnes verdes são eventos com potencial extremamente perturbador do ponto de vista financeiro”, resumiu à BBC News Mundo o brasileiro Luiz Pereira da Silva, vice-diretor geral do BIS e co-autor do estudo.

LEIA TAMBÉM: Como a aplicar a Gestão Ágil de Projetos na sua empresa?

Efeito cascata

O economista explica que eventos climáticos extremos, como os recentes incêndios na Austrália ou furacões no Caribe, aumentaram sua frequência e magnitude, o que traz grandes custos financeiros.

Explicam os prejuízos as interrupções na produção, destruição física de fábricas, aumentos repentinos de preços, entre outros. Pessoas, empresas, países e instituições financeiras podem ser afetados.

Recentemente, no Brasil, fortes chuvas com intensidade muito superior à média mensal castigaram os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, causando dezenas de mortes, prejuízos materiais e interrupções de atividades produzindo um efeito negativo ainda não totalmente medido na economia.


GETTY IMAGES:Diferente de outras crises 'passageiras', as mudanças climáticas trazem um comprometimento diferente para o futuro

“Se houver um efeito cascata na economia, outros setores também sofrerão perdas. Tudo isso pode acabar em uma crise financeira”, diz Pereira da Silva.

A esse cenário são adicionados outros riscos que o especialista chama de “transição”, altamente perigosos.

Isso ocorre quando, por exemplo, há uma mudança abrupta nos regulamentos, como uma proibição repentina da extração de combustíveis fósseis.

Ou se houver uma mudança inesperada na percepção do mercado e, por exemplo, os proprietários de certos ativos financeiros decidirem repentinamente se livrar deles.

Nesse caso, se produz um efeito em cascata: o pânico afeta outros investidores, que acabam se desfazendo de ativos.

Todos esses riscos estão sendo estudados por bancos centrais e reguladores do sistema financeiro, que buscam uma maneira de antecipar ou se prevenir para a chegada de um cisne verde.

Como enfrentar um cisne verde?

A verdade é que, nos círculos financeiros, não há resposta para essa pergunta.

Os autores do livro explicam que os modelos de previsão do passado não foram projetados para incluir as mudanças climáticas.

É por isso que eles convidam outros pesquisadores a desenvolver novas fórmulas considerando isto.

Os autores também alertam que, se uma crise como a de 2008 acontecer de novo, os bancos centrais não terão mais como auxiliar no resgate mundial como naquele tempo — quando tiveram papel vital reduzindo as taxas de juros a níveis historicamente mínimos.

Acontece que, mais de uma década depois, as taxas continuam baixas, o que deixa pouco espaço de manobra para estimular as economias e impulsionar o crescimento.

O livro também afirma que os níveis mínimos de capital acumulado para enfrentar crises, exigidos pelos regras atuais, não seriam suficientes para mitigar os efeitos de um cisne verde no sistema financeiro.

Outros alertas já vieram também de outras partes do mercado.

Larry Fink, diretor executivo do BlackRock, o maior fundo de gerenciamento de ativos do mundo, alertou em meados de janeiro que as mudanças climáticas estão prestes a desencadear uma grande reforma.

“Estamos à beira de uma mudança fundamental no sistema financeiro”, escreveu Fink em sua carta anual aos acionistas.

Ele explica que “as mudanças climáticas se tornaram um fator determinante nas perspectivas de longo prazo das empresas” e prevê que uma realocação significativa de capital ocorrerá “antes do previsto”.

“As mudanças climáticas são quase sempre a principal questão que os clientes em todo o mundo levantam para o BlackRock. Da Europa à Austrália, América do Sul, China, Flórida e Oregon, os investidores perguntam como devem modificar seus portfólios de investimentos”.

E embora Fink não seja uma autoridade política ou monetária, sua empresa administra ativos avaliados em quase US$ 7 trilhões. Portanto, quando ele fala, é ouvido com atenção.

“Durante os 40 anos de minha carreira em finanças, testemunhei uma série de crises e desafios financeiros: aumento da inflação nos anos 70 e início dos 80; a crise monetária asiática em 1997; a bolha da internet e a crise financeira global”, afirmou.

“Mesmo quando esses episódios duraram muitos anos, eles eram todos de um tipo de curto prazo. É diferente com as mudanças climáticas.”

5 grandes riscos

Em The green swan, os autores identificam cinco tipos de riscos associados às mudanças climáticas que podem contribuir para uma crise financeira. São eles:

  • Risco do crédito: as mudanças climáticas podem atrapalhar os devedores a honrar seus compromissos. Além disso, a possível depreciação dos ativos utilizados como garantia para os empréstimos também pode contribuir para o aumento dos riscos de crédito.
  • Risco dos mercados: se houver uma mudança acentuada na percepção de rentabilidade pelos investidores, poderá haver vendas rápidas de ativos (liquidações de preços baixos), o que pode desencadear uma crise financeira.
  • Risco de liquidez: ele também pode afetar bancos e instituições financeiras não bancárias. Se estes não conseguirem se refinanciar no curto prazo, isto poderia levar a uma crise maior.
  • Risco operacional: ocorre quando, como resultado de um evento climático extremo, escritórios, redes de computadores ou data centers têm problemas em funcionar.
  • Risco de cobertura: no setor de seguros, uma quantidade maior de sinistros poderia ser acionada, colocando as empresas do ramo em xeque.

FONTE: 


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As Mudanças Climáticas e o Fim do Mundo Materialista https://futuroterapia.com/as-mudancas-climaticas-e-o-fim-do-mundo-materialista/ Tue, 03 Dec 2019 17:53:59 +0000 https://futuroterapia.com/?p=4077 Por Mateus Longato com colaboração de Moisés Moss. Se olharmos para a disposição de zonas desérticas ao redor do mundo, percebemos que não existe deserto ao leste da Cordilheira dos Andes, mesmo com as condições propícias para que isso acontecesse. Para Antonio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e do Instituto [...]

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Por Mateus Longato com colaboração de Moisés Moss.

Se olharmos para a disposição de zonas desérticas ao redor do mundo, percebemos que não existe deserto ao leste da Cordilheira dos Andes, mesmo com as condições propícias para que isso acontecesse. Para Antonio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a grande responsável por manter o clima ameno no coração do continente sul-americano é a floresta amazônica. No caso particular do Sudeste brasileiro, a Amazônia teria sido a responsável por manter as condições climáticas naturais da região, mesmo com a destruição completa da Mata Atlântica.

No entanto, o desmatamento progressivo da floresta e a degradação decorrente dessas atividades exploratórias na região estão destruindo essa capacidade de regulação climática da Amazônia, o que pode nos levar a mudanças abruptas e profundas no clima do continente – como, por exemplo, a prolongada estiagem que São Paulo vive em 2014.

Em 40 anos, o Brasil desmatou 762.979 km2, território equivalente a três Estados de São Paulo e a duas Alemanhas. “Para se ter uma ideia da destruição, é como se tivéssemos um trator a jato, trabalhando sem parar, a 726 km/h durante todos esses anos, ou mais de 900 tratores normais, lado a lado, operando dia e noite, fazendo apenas corte raso”, aponta Nobre. Os números ficam ainda piores quando agregamos a eles as regiões de degradação florestal, que ainda são contabilizadas como floresta, mas que não possuem nenhum tipo de função ecológica: em quatro décadas, o Brasil perdeu efetivamente 2.062.914 km2 de floresta amazônica.

“A questão da vida no planeta é algo difícil das pessoas entenderem, da mesma forma que a gente habita um corpo, a gente não tem consciência do que tem dentro do nosso corpo. Agora imagina isso em nível planetário? É algo que extrapola totalmente a capacidade de imaginação.” Antonio Donato Nobre

Desde o início do que chamamos de planeta Terra existe o processo colaborativo que está diretamente ligado à evolução. Porém, o ser humano está desestabilizando um sistema que a natureza levou bilhões de ano para evoluir. E isso por conta do ego, que é uma consciência apartada do sistema natural.

Leia também:

1- Como Reagir Quando sua Empresa Entra em Crise?

2- CRISPR: A Nova Ferramenta de Edição de DNA

3- Trabalhadores Qualificados Serão Mais Afetados pela Inteligência Artificial

Algumas culturas romperam totalmente com a harmonia natural, com a natureza, e criaram o que hoje é chamado de sociedade civilizada. E isso não quer dizer que estamos negando o que foi conquistado até hoje, mas o fato de estarmos abandonando o próprio corpo, o lugar que se vive, a mãe Terra.

Com a evolução da tecnologia as pessoas estão criando cada vez mais espaços únicos, saindo do sistema, da complexidade, e se isolando. E indo rumo ao Tech Fix, onde se tem como base que a tecnologia pode consertar tudo. E não é.Hoje se vive um individualismo que faz com que a colaboração seja deixada de lado e até vista como algo que não é muito bem aceito, dependendo do meio em que se fala e a defende. Entendemos que a competição está enraizada na sociedade como ideologia, nos dias de hoje, não mais como prática. E se busca a conquista do espaço do outro, ou seja, a intenção é a destruição do outro. E essa é a base do egoísmo, destruir o outro e vencer.

Porém, nosso planeta não está mais conseguindo viver. Ele não consegue mais, sozinho, continuar colaborando para a evolução natural da Terra. Com as diversas interferências a natureza, que possui uma seleção natural e atua dentro do princípio do amor e na sua maior naturalidade, sendo severa quando tem que ser e favorecendo a biodiversidade, o conforto e a existência.

“Nossa sociedade perdeu a capacidade de valorizar aquilo que não conhece, mas ou nos dispomos a entender isso ou seremos devorados”. Antonio Donato Nobre

Com o individualismo saímos disso. Querendo regras e restrições. Dando autorização para destruir. E é um incentivo para perseguir, desmerecer e até destruir todos que possuem uma ideia diferente. Na natureza isso é diferente, o leão mata uma gazela para saciar a fome, mas ele mata aquilo que ele vai consumir e a natureza segue seu fluxo. Na sociedade de hoje a evolução está voltada para tomar o que é do outro, destruir o concorrente, o que pensa diferente, gerando acúmulo e detenção de um mercado específico.

Contudo, na natureza tudo é ‘primo’, tudo faz parte e colabora para o crescimento e para a existência do outro, onde tudo floresce e cresce independentemente de ser positivo ou negativo para o outro se vido. Na natureza existe a colaboração no mais alto nível, onde uma árvore, por exemplo, não entra em competição com outra, pelo contrário, elas se conectam.

E fica claro que a colaboração é muito mais importante que a competição. Obviamente que a competição é importante, mas de maneira secundária e subordinada. E para que algo diferente possa surgir e acontecer hoje em dia, muitas vezes é preciso que inicie escondido, para não ser aniquilada antes de conseguir se solidificar.

O caminho é fazer os olhos das pessoas brilharem, divulgando as descobertas científicas por meio da linguagem acessível, capaz de despertar a criança interior dos adultos. Facilitando a atração de mais adeptos à causa tão urgente de proteger o que ainda resta, deixando o materialismo de lado e focando em manter e preservar o grande corpo que mantém a existência dos seres humanos, que é a Terra.

 “Precisamos olhar para a floresta. Estamos ignorando uma tecnologia natural que ainda não conhecemos em grande parte, que a natureza levou dezenas de milhões de anos para criar”. Antonio Donato Nobre

Para entender um pouco melhor separamos um vídeo realmente muito interessante. A conversa não gira apenas em torno de dados ou pesquisas climáticas, mas sobre modelo mental e o paradigma científico que criou nossa insustentável realidade. Do funcionamento do cérebro à má interpretação do neoDarwinismo, dos limites do pensamento analítico à miopia humana em reconhecer a inteligência natural, um longo e interessante pensamento sobre como a mudança climática é fruto de nossa dificuldade em mudar. Ou melhor, em nos reconhecermos como espécie.

Assista o vídeo:

Fonte: Estúdio Fluxo | Observatório do Clima | Believe Earth

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Atenção, terráqueos! Uma nova era chegou: a Economia Circular https://futuroterapia.com/atencao-terraqueos-uma-nova-era-chegou-economia-circular/ Fri, 26 Jul 2019 16:49:08 +0000 https://futuroterapia.com/?p=2944 O que de fato é economia? Para entender o que é economia circular, primeiramente devemos entender sobre a origem da palavra “economia”, que vem do grego, onde a prefixo ECO (oikos) significa “casa”, e o sufixo NOMIA (nomos) representa “costume ou lei” ou também “administrar”. Assim sendo poderíamos traduzir ECONOMIA para “regras da casa”, e [...]

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O que de fato é economia?

Para entender o que é economia circular, primeiramente devemos entender sobre a origem da palavra “economia”, que vem do grego, onde a prefixo ECO (oikos) significa “casa”, e o sufixo NOMIA (nomos) representa “costume ou lei” ou também “administrar”. Assim sendo poderíamos traduzir ECONOMIA para “regras da casa”, e até mesmo “como administrar a casa”. É uma ciência que estuda as atividades econômicas, basicamente é a ciência que analisa a produção, a distribuição e o consumo dos bens e serviços. Mas como assim?

Economia representa o estudo de como a sociedade administra os recursos escassos que têm acesso e isso envolve diretamente a forma como ela aloca esses recursos e as decisões que toma.

Para conseguir traduzir o significado mais fidedigno de economia, seria preciso descrever algumas teorias clássicas, neoclássicas, marxistas, keynesianas e de outras escolas. Mas o objetivo do texto não é elucidar o conceito de economia, e sim apresentar uma nova forma de enxergá-la.

Para conseguir traduzir o significado mais fidedigno de economia, seria preciso descrever algumas teorias clássicas, neoclássicas, marxistas, keynesianas, e de outras escolas. Mas o objetivo do texto não é elucidar o conceito de economia, e sim apresentar uma nova forma de enxergá-la.

Hoje vivemos dentro de um pensamento econômico linear, oriundo lá da época da revolução industrial, onde o foco principal era a industrialização, ou seja, transformar um recurso em algum produto para depois comercializar. A regra do mundo era produzir, comercializar e descartar, fazendo girar a economia e desenvolver as nações. O problema nesse movimento em linha reta é que a maioria dos recursos são finitos e a população não pára de crescer.

Crescimento da População x Recursos Naturais

Imagine a população da Terra crescendo cada vez mais, as pessoas consumindo cada vez mais e os recursos naturais acabando. Outras espécies entrando em extinção, fauna e flora sendo totalmente modificadas, ecossistemas sofrendo diretamente com o “desenvolvimento” do ser humano.


Outras espécies sofrem com o “desenvolvimento” do ser humano / Imagem por Joel Saucedo

Pois é, vivemos dessa forma. O vício desse ciclo linear acaba sempre no mesmo lugar, onde extraímos uma riqueza, transformamos em algo, acumulamos até não poder mais e depois “jogamos fora”.

Mas será que vai fora mesmo?

Pra onde vão os materiais que descartamos? Você já se fez essa pergunta?

Buscando um novo estilo de vida, principalmente na percepção sobre o que consumimos, desejando estar mais alinhado com o equilíbrio ecológico do planeta, um novo modelo surge como alternativa para “administrar a casa”:

A ECONOMIA CIRCULAR.

Relacionamento sadio com o meio ambiente

A economia circular é um novo jeito de pensar no futuro e na forma como nos relacionamos com o meio ambiente, mudando a forma como percebemos o desenvolvimento econômico e o bem-estar social. O modelo circular diz que aquilo que produzimos — produtos e serviços — têm origem em fatores da natureza (recursos) e que no final de sua vida útil, deve retornar à natureza em forma de resíduos ou de outros materiais com menor impacto possível.

Esse modelo consiste num ciclo de desenvolvimento positivo de forma contínua, buscando preservar o capital natural e otimizar a produção de materiais. Ela é baseada em três princípios:

  • eliminar resíduos e poluição por princípio;
  • manter produtos e materiais em ciclo de uso;
  • regenerar sistemas naturais.

É uma alternativa atraente que busca redefinir a noção de crescimento, com foco em benefícios para toda a sociedade. É claro que para isso funcionar, é preciso mudar a percepção sobre conceitos e processos. Quebrar paradigmas que já estão enraizados na cultura da sociedade e buscar novos significados.

Enxergar uma nova forma de produzir materiais e de consumir recursos, inclusive a forma como nos relacionamos como pessoas e como seres vivos integrantes de um enorme ecossistema.

Círculo de Valor

Quando se fala em economia circular é impossível não citar a . Velejadora inglesa, detentora de recorde mundial pela mais rápida volta ao mundo navegando de forma solitária, fundado em 2010, após anos de viagens solitárias em veleiros, sempre com poucos recursos disponíveis e perceber sobre a importância na preservação desses recursos. A fundação hoje é reconhecida internacionalmente como um dos principais expoentes na transição para a economia circular, tendo parceiros e projetos globais de grande influência sobre a sociedade.

Ellen MacArthur / Imagem por livingcircular.veolia.com

De acordo com o diagrama sistêmico da economia circular proposto pela Ellen MacArthur Foundation, o modelo busca reconstruir o capital, seja ele financeiro, manufaturado, humano, social ou natural. É baseado num sistema de cascatas, gerando fluxo contínuo de materiais técnicos e biológicos através do “círculo de valor”.

Diagrama Sistêmico / Imagem por ellenmacarthurfoundation.org

Mas o que isso significa?

Significa preservar o máximo possível a utilização de recursos naturais, controlar os estoques e equilibrar o fluxo de recursos que são renováveis. Otimizar a utilização desses materiais, reutilizando, redistribuindo, reciclando, fazendo de tudo para eles possam retornar ao ciclo de uso.

Arte por PIRO4D

E como aplicar isso no dia a dia?

Desde a forma como lidamos com os resíduos de casa, até o nosso comportamento de consumo. Repensar atitudes cotidianas pode refletir diretamente em nosso estilo de vida. Escrevi uma lista de 8 dicas de como perceber os resíduos de outra forma, segue o  pro texto. Vale a pena conferir! : )

Veja aqui três exemplos de economia circular na prática:

E aí fica a pergunta: será que nós podemos construir um novo modelo econômico, usando a criatividade, a inovação e a tecnologia a nosso favor?

Gostou do texto e quer discutir comigo sobre o tema? Fica o convite para conhecer o @ e continuar o debate.

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Um timelapse para o futuro https://futuroterapia.com/um-timelapse-para-o-futuro/ Thu, 11 Jul 2019 18:24:41 +0000 https://futuroterapia.com/?p=2722 Um timelapse para o futuro Por John D. Boswell (Melody Sheep) Como tudo isso vai acabar? Essa experiência nos leva a uma jornada até o fim dos tempos, trilhões de anos no futuro, para descobrir qual pode ser o destino do nosso planeta e do nosso universo. Começamos em 2019 e viajamos exponencialmente ao longo [...]

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Um timelapse para o futuro

Por John D. Boswell (Melody Sheep)

Como tudo isso vai acabar? Essa experiência nos leva a uma jornada até o fim dos tempos, trilhões de anos no futuro, para descobrir qual pode ser o destino do nosso planeta e do nosso universo. Começamos em 2019 e viajamos exponencialmente ao longo do tempo, testemunhando o futuro da Terra, a morte do sol, o fim de todas as estrelas, decaimento de prótons, galáxias zumbis, possíveis civilizações futuras, buracos negros explosivos, efeitos da energia escura, universos alternativos , o destino final do cosmos – para citar alguns. Esta é uma imagem do futuro tal como pintada pela ciência moderna – uma imagem que certamente irá evoluir ao longo do tempo à medida que procuramos mais pistas sobre como a nossa história se irá desenrolar. Grande parte da ciência é muito recente – e novas peças de quebra-cabeças ainda estão esperando para serem encontradas. Para mim, esta visão geral do tempo dá uma perspectiva profunda – que estamos vivendo dentro do hot flash do Big Bang, o momento perfeito para mergulhar nas vistas e sons de um universo em seus dias de glória, antes que tudo desapareça. Embora o fim acabe por vir, temos uma infinidade de tempo prática para jogar se jogarmos as nossas cartas corretamente. O futuro pode parecer sombrio, mas temos um enorme potencial como espécie. Apresentando as vozes de David Attenborough, Craig Childs, Brian Cox, Neil de Grasse Tyson, Michelle Thaller, Lawrence Krauss, Michio Kaku, Mike Rowe, Phil Plait, Janna Levin, Stephen Hawking, Sean Carroll, Alex Filippenko e Martin Rees.

Leia também o artigo: A cannabis medicinal e seus benefícios na prática.

Entenda o processo criativo por trás da obra Um timelapse para o futuro

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A cannabis medicinal e seus benefícios na prática. https://futuroterapia.com/cannabis/ https://futuroterapia.com/cannabis/#comments Thu, 18 Apr 2019 13:09:04 +0000 https://futuroterapia.com/?p=1873 Por Marcus Bruno O mercado da maconha foi destaque este ano no maior evento sobre inovação e tendências do mundo: O South by Southwest (SxSw), que criou para 2019 uma trilha só para debater a indústria do cannabis. No Brasil, a discussão sobre o tema ainda é muito tímida, mas já existem algumas entidades que [...]

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Por

O mercado da maconha foi destaque este ano no maior evento sobre inovação e tendências do mundo: O South by Southwest (SxSw), que criou para 2019 uma trilha só para debater a indústria do cannabis. No Brasil, a discussão sobre o tema ainda é muito tímida, mas já existem algumas entidades que fazem a diferença na vida de muitas pessoas. Conheça a história da Santa Cannabis, uma associação catarinense que dá apoio a pacientes que precisam de cannabis medicinal.

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Dona Edna, 81 anos, paciente de Parkinson, ao lado do neto Pedro: ela voltou a ter qualidade de vida com o óleo

Apesar de ainda ser proibido no Brasil, milhares de pessoas que hoje necessitam de tratamento com cannabis medicinal têm conseguido através da Anvisa a autorização para importar o óleo ou, pela Justiça, um habeas corpus para cultivar a planta e extrair o medicamento. E enquanto a nossa legislação não segue o que já é praticado há anos em países desenvolvidos, Florianópolis, que tem vocação de cidade inovadora, agora conta com uma associação que acolhe esses pacientes: a Santa Cannabis.

Leia também o artigo: Seu foco determina o seu futuro.

No dia 16 de janeiro de 2019, foi assinada a ata inaugural da Associação Catarinense de Cannabis Medicinal. Nesses três meses, a entidade auxiliou mais de 30 pacientes com indicação para o uso do óleo de cannabis. A grande maioria teve resultados positivos para uma série de doenças, como epilepsia, depressão, fibromialgia e Alzheimer. Destes, o caso mais emblemático certamente é o da dona Edna Aparecida de Figueiredo, uma senhora de 81 anos, há dez diagnosticada com Parkinson.

No auge da doença, a aposentada não conseguia mais conversar claramente e faltava coordenação motora até para segurar o telefone na mão. Os remédios tradicionais que a aposentada tomava resolviam pouco. Porém, os efeitos colaterais eram pesados, como a incontinência urinária.

Pesquisando sobre terapias para o Parkinson, Pedro Sabaciauskis, neto da dona Edna, conheceu o neurocirurgião Pedro Antonio Pierro Neto, que passou a receitar o óleo de CBD e THC para a avó. A receita era pingar algumas gotas na boca de manhã, de tarde e à noite. A medicação começou a dar resultados menos de uma semana após o uso.

“Nunca mais eu consegui fazer nada. Pintava tela, fazia crochê e hoje não faço mais nada. Estou emocionada. Graças ao canabidiol estou conseguindo fazer tudo de novo. Se não fossem essas gotinhas, não sei o que seria de mim.”

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Dona Edna com o corpo e rosto travados: mal conseguia falar claramente
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Três meses após o uso da cannabis, fazendo exercícios na fisioterapia!

Foi vendo os resultados positivos na avó, o Pedro se motivou a criar uma associação que ajudasse os pacientes a ter acesso a informações sobre a cannabis medicinal e ao próprio medicamento.

“Tomei coragem de enfrentar os medos e preconceitos em nome da minha avó, que estava se tornando uma cadáver ambulante, intoxicada pela indústria química”.

Segundo explicou o Dr Pierro Neto, a cannabis pode ser usada por pacientes de qualquer idade, “para a maioria das doenças que têm essa indicação, desde que seja pelo uso compassivo, ou seja, quando tratamento pelos métodos convencionais não apresentou resultado clínico satisfatório e nesses casos a utilização do óleo à base de cannabis medicinal é permitido”.

Santa Catarina luta para conquistar primeiro Habeas corpus

Hoje há duas maneiras de se adquirir óleo de canabidiol legalmente no Brasil. A tradicional é através de um pedido de importação pela Anvisa.Desde 2015, quando o canabidiol foi retirado da lista de substâncias proscritas pela agência, já foram autorizadas 8.887 importações do medicamento. No entanto, o custo desse produto mais taxas fica em torno R$ 3 mil, enquanto que o óleo artesanal feito no País pode sair por menos de R$ 350.

Essa é a segunda forma legal de se obter o óleo: o plantio. Algumas associações de cannabis, como a Abrace e a Cannab, conseguiram autorização judicial para cultivar a planta e assim beneficiar centenas de pacientes. De acordo com a ONG Reforma Drogas, uma rede jurídica de apoio a mudanças na política de drogas no Brasil, já foram pedidos 42 habeas corpus para o cultivo de maconha com fins medicinais no Brasil, e 32 foram concedidos. Nenhum, no entanto, em Santa Catarina.

A advogada criminalista Raquel Schramm é integrante da Reforma Drogas e diretora jurídica da Santa Cannabis. Ela espera que o caso da dona Edna seja o primeiro habeas concedido no Estado para o plantio.

 

 

“Um paciente que precisa de cannabis medicinal para ter qualidade de vida deve buscar uma associação, que é um lugar acolhedor, uma fonte de confiança e que vai direcionar essa pessoa para o caminho correto. Indicará um médico que prescreve CBD, trará opções, ajudará no procedimento junto da Anvisa e acompanhará seus resultados”, explica a advogada.

Para que esse paciente não corra o risco de ser preso e julgado por tráfico de drogas, ele deve ter em mãos receita e histórico médico, além da autorização da Anvisa. Com esses documentos, é possível ingressar com um HC na Justiça. Trata-se de uma importante segurança jurídica que impede a polícia de entrar na casa do paciente, prendê-lo e ainda apreender a sua plantação.

Os associados da Santa Cannabis passam primeiro por uma assistente social e um psicólogo, que realiza a anamnese, uma entrevista que funciona como ponto inicial para diagnosticar uma doença. Depois a entidade busca um médico parceiro e oferece a assessoria jurídica.

A associação também tem o objetivo de fomentar os estudos do CBD e THC medicinal em Santa Catarina. No dia 12 de abril, organizou uma mesa redonda com a doutora Janaína Barboza, que palestrou sobre os avanços médicos do canabidiol. No evento, profissionais de saúde puderam conhecer mais sobre o assunto e esclarecer dúvidas.

“Além do acolhimento ao paciente, acompanhamento, médico e jurídico, também temos a função de chamar a sociedade como um todo à discutir sobre essa revolução que está acontecendo no mundo”, convida Pedro Sabaciauskis, que é o presidente da Santa Cannabis.

 

 

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