Futurotopia https://futuroterapia.com/ Ferramentas Digitais e Inteligências Artificiais Mon, 21 Mar 2022 11:14:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://futuroterapia.com/wp-content/uploads/2021/05/2-1-150x150.png Futurotopia https://futuroterapia.com/ 32 32 Transhumanismo: Os “Contrapontos entre a Tecnologia e a Espiritualidade” https://futuroterapia.com/transhumanismo-os-contrapontos-entre-a-tecnologia-e-a-espiritualidade/ https://futuroterapia.com/transhumanismo-os-contrapontos-entre-a-tecnologia-e-a-espiritualidade/#respond Thu, 24 Feb 2022 18:08:24 +0000 https://futuroterapia.com/?p=138452 Publicado também no Correio Brasiliense O extraordinário pianista brasileiro João Ventura causa imensa surpresa e euforia no público que o assiste em diferentes teatros e casas de espetáculo portuguesas, onde vive há 5 anos e seu trabalho é um excelente paralelo acerca da discussão sobre transhumanismo. João que se tornou um querido amigo, tem formação [...]

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Publicado também no Correio Brasiliense

O extraordinário pianista brasileiro João Ventura causa imensa surpresa e euforia no público que o assiste em diferentes teatros e casas de espetáculo portuguesas, onde vive há 5 anos e seu trabalho é um excelente paralelo acerca da discussão sobre transhumanismo. João que se tornou um querido amigo, tem formação técnica, clássica de piano (erudita mesmo) e ao mesmo tempo carrega no DNA o poder criativo e popular dos nordestinos, particularmente de minhas raízes sergipanas, cuja arte de viver é temperada por uma alegria irreverente, executada com muita precisão. O resultado de sua ousadia chama-se: “Contraponto”, nome dado ao estilo por ele desenvolvido que mistura a sonoridade de dois ou mais estilos diferentes, de forma harmoniosa e inimaginável.

Quebrando o paradigma da dicotomia, João consegue arrancar aplausos demorados e de pé, das plateias que reconhecem o resultado de sua genialidade ao executar por exemplo, a mescla da música “Insensatez”, de Tom Jobim com a “Sonata ao Luar”, de Beethoven. Ajustes melódicos e harmônicos também misturam “Garçom” de Reginaldo Rossi e “O Vôo do Besouro” de Rimsky-Korsakov, “Espumas ao Vento de Accioly Neto e “Libertango” de Astor Piazzolla, entre muitas outras deliciosas antropofagias criativas de sua Obra. Em 2018, acompanhou Madonna em sua apresentação no MET GALA de Nova York e misturaram: ‘Like A Prayer’, ‘Beautiful Game’ e ‘Hallelujah’.

Assista:


Transhumanismo

Este exemplo da Obra de João Ventura serve para mergulharmos mais fundo no oceano das aparentes contradições do transhumanismo. Na busca da transcendência espiritual e na transcendência tecnológica prometida pelos Transhumanistas, quais são os Contrapontos?
No dia 28 de Agosto de 2020 o bilionário sul-africano, Elon Musk, considerado o quarto ser humano mais rico do mundo, controlador da Tesla (automóveis autônomos e elétricos), da StarLink (que promete cobertura de satélites para prover a humanidade de uma internet orbital acessível à todos) e de diversas outras empresas como a Neuralink (interface homem-máquina), apresentou sua solução de um Chip Cerebral demonstrado numa porca implantada há dois meses. Com ar de normalidade e até em clima de piada, suas afirmações são assustadoras. Musk disse que o implante proposto por ele para o cérebro de todos nós, é uma escolha e não uma obrigação, mas, afirma, será a única forma da humanidade não sucumbir diante dos avanços da Inteligência Artificial, mas sim alavancar o transhumanismo:

A simbiose com a Inteligência Artificial (IA) é importante para se viver na nova “escalada civilizatória”.

Musk, Elon

Segundo ele, no caso de uma IA Benigna predominar na humanidade, a opção de um Implante de Interface Cérebro-Máquina, “permitirá prosseguir com “o passeio” em direção a fusão com a IA”. Em outras palavras, a edificação do transhumanismo. Depois de atender os motivos mais imediatos dos problemas cerebrais (doenças), ele prossegue, “ poderá se concentrar na mitigação do risco, da ameaça existencial da espécie humana por conta do domínio da IA evitando um imenso poço (abismo) de distância entre a capacidade humana e das máquinas”.

Transhumanismo: Computação Quântica

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As empresas, IBM, Google, Microsoft, Intel e outras concorrentes, disputam a corrida da Computação Quântica acerca do trasnhumanismo. A Google, embora contestada pelos competidores, anunciou ter alcançado, a “Supremacia Quântica” em 2019, ao atingir um processamento de 54 qubits com seu “Sycamore” que fez em 200 segundos um cálculo que levaria 10 mil anos para ser realizado pelo mais potente dos computadores binários existentes.

A IBM em Agosto de 2020, anunciou ter alcançado 32 qubits. Mas afinal o que muda entre a computação convencional e a computação quântica? Trata-se do padrão de processamento. Enquanto a primeira é baseada no processamento binário “0” e “1”, a segunda vale-se do entrelaçamento quântico em que o processamento se dá de forma simultânea entre “0” e “1”.

Imagine que eu escrevo em um pedaço de papel, a seguinte frase: “Acesse gilbertonamastech nas redes sociais” e coloque este papel na página 180 de um livro de 300 páginas. Um supercomputador binário, em alta velocidade, rastrearia página por página e diria onde a frase estaria guardada. Um Computador quântico instantaneamente faria a leitura simultânea de todas as páginas e diria: Página 180. Esta capacidade de processamento quântico tornou-se assunto de segurança nacional na maioria dos países, uma vez que nenhuma criptografia, incluindo as mais complexas, resistiriam e seriam imediatamente quebradas, o que inclui riscos militares, vazamento de informações estratégicas, financeiras etc. A criptografia quântica é urgente e seu desenvolvimento corre lado a lado com os avanços desta nova forma de “parir” os Algoritimos do Mundo e transformar radicalmente tudo o que vemos ao nosso redor, inclusive a Informática.

Transhumanismo: A Simultaneidade Quântica da Espiritualidade

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Sai Baba, um líder espiritual nascido na Índia em 1926 e falecido em 2011, ano que foi listado como um dos 100 maiores líderes espirituais da humanidade, manifestava dons de materialização de objetos e era conhecido por sua profunda sabedoria, cultura de paz, caridade, compaixão, generosidade e amor universal, com devotos em mais de 170 países.

Entre seus seguidores, acontecia algo inexplicável do ponto de vista científico: quando Sua Santidade recebia os peregrinos nos Centros de Meditação (Ashrams) que mantinha em todo o país, era muito comum que os visitantes levassem consigo diversos envelopes contendo cartas próprias, de parentes e amigos, com perguntas e pedidos diversos. Ao receber os envelopes (há vídeos mostrando estas cenas), imediatamente eram respondidas as dúvidas e atendidas as súplicas por curas. Milhares de depoimentos comprovam essa crença.

Este poder de compreender simultaneamente, sem ler as centenas de indagações e lhes responder mentalmente as perguntas formuladas, transcendendo a lógica linear e as distâncias, não demonstra que a busca tecnológica pela simultaneidade quântica é reflexo de uma capacidade natural da Vida?

Que o entrelaçamento quântico ao invés da vertente utilitarista dos modelos tecnológicos pode ser estudado com mais profundidade para a potencialização da Consciência Humana sobre a natureza transcendente comum à todos? Fritjof Capra, Humberto Maturana e Francisco Varela são cientistas que ousaram pesquisar estas e outras vertentes e nos revelaram possibilidades incríveis sobre as quais as pesquisas acadêmicas e os líderes tecnológicos ainda não se debruçaram sobre o transhumanismo.

Transhumanismo: Chico Xavier submetido a prova da Inteligência Artificial



Francisco Cândido Xavier, foi uma das maiores personalidades espirituais, que o mundo já conheceu. O Médium mineiro nascido na cidade de Pedro Leopoldo em 1910 e falecido em Uberaba no ano de 2002, foi vendedor, tecelão e datilógrafo. Filho de pais analfabetos, tinha apenas o ensino primário mas escreveu aproximadamente 500 obras e 10.000 cartas, cujos conteúdos, foram transcritos através do seu dom mediúnico da “psicografia”. A erudição de sua escrita, a abordagem minuciosa de histórias seculares, as mensagens de conforto aos familiares narradas por seus entes queridos no “além”, a profundidade do seu amor e a reprodução exata do estilo literário de alguns escritores famosos, intrigam até hoje a Ciência.

No ano de 2017, Chico Xavier passou por uma prova de fogo, suas obras, narradas pelos Espíritos de Emanuel (seu Mentor), André Luis e Humberto de Campos foram submetidos ao crivo da Inteligência Artificial que em resumo, analisou os estilos literários dos “autores espirituais”. Após submeter 3 obras de cada um à rede neural de um sistema de aprendizagem profunda (deep learning) dos computadores da empresa Stilingue, dedicada a análise de textos na internet. O objetivo era identificar se de fato, havia distinção nos padrões literários que pudesse ser comprovada, ou seja, se no final da análise havia um padrão, um estilo único. O dom mediúnico empregado, poderia ser naturalmente questionado acerca de sua veracidade.

Esta mesma técnica foi utilizada pela Inteligência Artificial para recriar textos do dramaturgo inglês, Sheakespeare após milhões de dados identificados, comparados e textos reproduzidos com suas características mais fiéis. Neste teste com as obras de Chico Xavier, 3 bots (robôs), foram utilizados para aprender sobre cada autor, recriando textos deles no padrão aprendido. Em seguida, precisavam provar que havia diferença entre os estilos, então confundiram a máquina misturando tudo. O “bot” de um autor deveria escrever com o estilo do autor dissecado por outro bot e assim por diante. Chegaram à conclusão de que os erros, as discrepâncias subiram muito, ou seja, tornou-se impossível para os modelos encontrarem os mesmos padrões literários entre as entidades espíritas, ou seja, Chico passou no teste da IA, pois concluíram com base nesta experiência a diferença marcante do estilo literário dos autores.

A probabilidade dele ter criado e dominado diferentes estilos não pode ser descartada, porém sua genialidade seria igualmente admirável. Admitindo-se esta simultaneidade entre mundos, não estamos justamente tratando de transcendência ou manifestação do potencial quântico contido na mediunidade? Chico detinha também o dom da Psicometria (pelo toque conhecia a vida, as memórias e os pensamentos das pessoas). Ele entrava na onda mental dos Consulentes e sabia o que haviam registrado em cartas sem mesmo abri-las, o que foi comprovado diversas vezes.

Psicografias em Luxemburguês por parte de Chico, em árabe por parte do Médium Divaldo Franco, também ressaltam os mistérios de nossas Tecnologias Espirituais, transhumanismo, muito longe de serem entendidas pelas investigações científicas e tecnológicas, que apesar de disruptivas estão prezas a padrões lineares e cartesianos, de suas visões seccionadas de uma Realidade Maior.

+leia também:

Transhumanismo: Transcendência ou Transferência?



O futuro cibernético, previsto por bilinóarios que defendem o transhumanismo, como Elon Musk, promete o Paraíso Holográfico como recompensa, agora em 2045, quando o ápice, da “Transcendência Humana” será alcançado, ou seja, a “Imortalidade”. Pretendem transferir nossas mentes para um Computador Quântico, preservando memórias, sentimentos e personalidades, o mais puro conceito de transhumanismo. Todo este medo da fragilidade biológica não seria uma enorme oportunidade para alcançarmos uma Consciência Transcendental praticada há mais de 7000 anos na Índia? Os ocidentais começam a entender o sentido quântico da vida, muito lentamente, com a crescente prática do Yoga e da Meditação.


No Contraponto entre Ciência e Espiritualidade não haveriam belas interpretações da Realidade? No entrelaçamento da Vida, o valor extraordinário da impermanência é parte de nosso ciclo de interações. Que tal resgatarmos o Uno Originário, pela via do Amor, da Compaixão, da Generosidade e da Caridade? Que tal regenerarmos nossas mentes e almas, regenerando a Terra e seus ecossistemas, direcionando os trilhões de dólares gastos em armas de destruição ou mesmo os bilhões consumidos para transformarem em bits e bytes as nossas “personalidades falhas” que ainda não alcançaram a verdadeira Consciência de nossa Unidade Cósmica? O transhumanismo já não parece tão convidativo diante destes questionamentos.

É chegada a hora das Instituições ligadas aos Direitos Humanos, as Entidades Religiosas e boa parte dos Cientistas, Filósofos, Psicólogos, Sociólogos e etc levarem a sério o que estes bilionários excêntricos da tecnologia do transhumanismo projetam para o futuro da humanidade e as sérias implicações éticas envolvidas em suas pesquisas e desenvolvimentos.

Se a Inteligência Artificial é como diz Elon Musk, a nossa Ameaça Civilizatória, ele é o novo Messias? Dependemos de sua Salvação? Ao que parece, o Darwinismo Digital insiste em nos gerar medos e impor padrões, antecipando suas vontades egocêntricas de controle sobre o Sapiens Cibernético que estão a projetar para o bom atendimento da supremacia do velho Homo-Economicus reinventado, a “Imagem e a Semelhança” de seus próprios criadores!
Namastech!

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O que são Multiversos? https://futuroterapia.com/o-que-sao-multiversos/ https://futuroterapia.com/o-que-sao-multiversos/#respond Mon, 31 Jan 2022 22:48:00 +0000 https://futuroterapia.com/?p=138042 O post O que são Multiversos? apareceu primeiro em Futurotopia.

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Vieses de futuros: Utopia, Distopia e Protopia Futures. [Parte 1] https://futuroterapia.com/vieses-de-futuros-utopia-distopia-e-protopia-futures/ https://futuroterapia.com/vieses-de-futuros-utopia-distopia-e-protopia-futures/#comments Thu, 20 Jan 2022 20:53:06 +0000 https://futuroterapia.com/?p=137751 Os Vieses de Futuro: Utopia versus Distopia - Conheça e entenda o que Protopia Futures Framework tem a dizer sobre o assunto, conheça o manifesto em prol do futuro.

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Este texto pertence a série Protopia Futures Framework

Parte 2: Protopia Futures Framework : Por que Protopia?

Parte 3: Princípios da Protopia: uma imersão no conceitos

Vieses de Futuro: Conhecendo Protopia Futures

Ao longo deste documento, foi feita uma escolha consciente de usar o pronome “nós”. O “nós” da Protopia são todos os envolvidos na montagem disso, sim, mas também os colaboradores do passado e do futuro, juntando-se a esta nossa comunidade em expansão gradual. Juntos, aprendemos a promover maneiras futuras radicalmente esperançosas e inclusivas de ver e estar neste mundo.

Estruturas culturais colaborativas de coleta e nutrição estão na própria origem de nossa espécie, apesar da prevalência histórica de relatos patriarcais e individualistas associados à mitologia dos caçadores. Através de nossas explorações, expressamos profunda gratidão a todos aqueles que nutrem o solo no qual as sementes da imaginação protópica podem germinar e crescer.

Fomos inspirados por pensamentos desenvolvidos não apenas nos últimos anos, décadas ou mesmo séculos, mas em milênios. Especificamente, este documento foi influenciado pelo trabalho revolucionário liderado por autores, ativistas e inovadores na vanguarda do feminismo negro e ativismo indígena, queer e deficiente. Algumas dessas mentes brilhantes incluem Aimé Césaire, Angela Y. Davis, Ruha Benjamin, Tyson Yunkaporta, Bruce Pascoe, Robin Wall Kimmerer, Alice Wong, Imani Barbarin, Arundhati Roy e Adrienne Maree Brown.

Muito dessa estrutura surgiu através de conversas com nossos parentes: família escolhida e colegas cujas contribuições foram vitais, não apenas neste texto, mas em todos os projetos que a @protopiafutures já lançou e ainda está para lançar no mundo. A gratidão é especialmente estendida a todos no coletivo Knowledge Exchange cujos insights diários continuam expandindo os horizontes protopianos. Consulte o final deste documento para obter a lista completa de créditos.

Em última análise, o “nós” de Protopia, bem como a própria estrutura, devem ser continuamente reexaminados e aumentados. Este não é um “manifesto” pontual, mas sim um andaime que será ajustado e ampliado a cada novo aprendizado (e desaprendizado). O que você está lendo abaixo é realmente uma soma de nossas perguntas, explorações e conversas do ano pandêmico de 2020-2021.

Vieses de Futuros — NO PLURAL

O discurso futurista mainstream tende a extrapolar o status quo e propõe vieses de futuros singulares e predeterminados. O problema com muitos desses vieses de futuros é que eles são limitadas pelas restrições e suposições das percepções dominantes da realidade. (*Radha Mistry).

Dentro do Protopia Framework, no entanto, posicionamos que não existe uma trajetória “futura” singular, mas sim um vasto escopo de muitos futuros alternativos. Ele é continuamente moldado não apenas por nossas ações, mas também por nossas inações e nossa apatia. Por isso, optamos conscientemente por usar o plural “futuros”, em vez do singular “futuro”, ao longo deste texto. Nosso trabalho é sempre destinado a envolver a pluralidade de possibilidades futuras – não um fio singular, mas sim o perímetro sempre mutável do provável, possível, plausível e, mais importante, desejável.

Tanto a ficção científica quanto as visões de previsão corporativa influenciam diretamente a realidade, e seus estereótipos predominantemente distópicos/utópicos geralmente limitam nossa compreensão do espaço de possibilidades das escolhas de amanhã. A pesquisa da Protopia pretende abrir essas portas da imaginação para que muitos outros possam “passar por elas” e levar nossas ideias além do que poderíamos fazer por nós mesmos. Estamos aqui para viajar juntos – com você – na elaboração de design de mundo de ficção especulativa e práticas de previsão que desafiam, em vez de consolidar ainda mais o status quo.

Images por Mario Mimoso e Monika Bielskyte.

Vieses de Futuros: A crise da imaginação de hoje.

Antes de avançarmos para o que queremos alcançar especificamente com o Protopia Framework, é importante entender por que esse trabalho é necessário.

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As narrativas históricas dominantes tanto na mídia de entretenimento quanto na educação trouxeram uma crise de nossa imaginação coletiva de futuros. Vieses de futuros atuam como marcadores industriais de “progresso” que nos levam a becos sem saída: a velocidade e os aspectos quantitativos de nossas tecnologias mecânicas avançaram para os paradigmas do século 21 – cultural, social e politicamente, no entanto, grande parte de nossas vidas permanece informada por uma multiplicidade de preconceitos e injustiças de séculos anteriores.

Essas narrativas falhas de progresso baseadas no colonialismo têm privilegiado teorias científicas traiçoeiramente incorretas, como o dualismo cartesiano, que distorcem qualquer compreensão verdadeira da comunidade humana e nossa complexa interdependência com toda a vida na Terra. As narrativas do “progresso colonizador” e do individualismo nos bloquearam de investigações científicas mais expansivas e descobertas inovadoras (*Mary Katherine Heinrich).

Vieses de futuros: DISTOPIA vs UTOPIA – Um falso binário.

Atualmente, as duas estruturas mais comuns para discutir o futuro são os opostos aparentemente polares da Distopia e da Utopia. Mas será que Distopia vs Utopia já era um binário ou esses conceitos são apenas dois lados da mesma moeda? Esse argumento é apenas mais uma manifestação do eu versus o “outro” enraizado no pensamento ocidental pela colonização como “coisificação” (Aimé Césaire, Le Discours Sur Colonialisme, 1954)? A maioria das utopias não foram distopias de outra pessoa e vice-versa? Em vez de serem quadros produtivos de investigação, as distopias e utopias são meras saídas de conteúdo neo-religioso para ideias dualistas de Céu, Inferno e o fetiche do Arrebatamento Apocalíptico?

Quais são as consequências tangíveis de formas tão restritas e monoculturais de definir nossos futuros? Quais poderiam ser as possibilidades de definições multiculturais e abertas (*Sydette Harry)?

Vieses de Futuros: Distopia – Escapismo do desespero e mapa do produto.

Vieses de futuros distópicos são geralmente descritos como desolados além do reparo e, consequentemente, na maioria das vezes fúteis para serem contratados ou recuperados. Qualquer ação que aconteça em tal cenário se parece muito com a dança cyberpunk no convés do Titanic.

Até agora, os vieses de futuros distópicos se tornaram tão óbvios e banais que são memes em vez de contos de advertência, escapismo de desespero e desculpas para inação e consumo adicional. Mas também, e possivelmente ainda pior: eles servem como roteiros de produtos para entidades como a Palantir de Peter Thiel, a tecnologia de vigilância preditiva profundamente racializada inspirada no Minority Report.

leia também:

Isso não quer dizer que, historicamente, advertências de vieses de futuros distópicos, especialmente por autores de origens marginalizadas, não tenham sido extraordinariamente prescientes e valiosas. Por exemplo, se nossos formuladores de políticas tivessem prestado atenção às lições de A Parábola do Semeador (1993), de Octavia Butler, poderíamos ter diminuído ou pelo menos estar melhor preparados para alguns dos aspectos mais desanimadores da última década: a guerra de desinformação – impulsionado ressurgimento da desigualdade, alienação, xenofobia, racismo, fascismo e colapso da biosfera.

A distopia de Butler soa verdadeira em 2021 EXATAMENTE porque os sistemas de opressão que ela critica permanecem. Além disso, suas experiências incorporadas como uma mulher negra, empobrecida e marginalizada no início de sua carreira de escritora, a posicionaram para ver as implicações sociais mais amplas dessas injustiças porque ela e aqueles em sua comunidade já estavam vivendo nessas distopias (*Ash Baccus-Clark) .

Vieses de Futuros: Utopia -Um projeto colonial

Ainda hoje, a maioria das figuras “mainstream” no campo da previsão posicionam as utopias como antídotos para os vieses de futuros distópicos. No entanto, essa abordagem tende a ser profundamente excludente, perpetuando o olhar e a experiência do privilégio, mesmo que com um toque “verde”. Deve-se dizer aqui que as “utopias ambientais” que não abordam a justiça racial, indígena, de gênero e deficiência são, na melhor das hipóteses, greenwashing e, na pior, ecofascismo.

Os Futuros Utópicos são geralmente vistos como tão “perfeitos” que só podem existir saltando prodigiosamente todas as desigualdades mais urgentes do presente. Consequentemente, eles são em sua maioria fechados à investigação crítica. Imaginações utópicas dizem respeito à comunicação de um mundo pacífico e magicamente pós-austeridade, no entanto, de alguma forma, a paz desses vises de futuros é sempre paz sem justiça.

Uma história não caiada de branco nos conta uma história de horror dos sonhos de cima para baixo do século 20 da “sociedade perfeita” se transformando em pesadelos eugênicos e genocidas. Devemos lembrar que o extermínio de judeus, ciganos, homossexuais e deficientes pelo Terceiro Reich foi visto como um meio de alcançar uma utopia ariana. Ainda em 1994, o apartheid era a utopia dos africâneres, com o preço pago por todos “um tom mais escuro” que o branco.

O capítulo mais recente desses pesadelos “utópicos” apresenta evangelistas do Vale do Silício vendendo tecnologia para “conectar toda a humanidade”, que rapidamente mudou para o capitalismo de vigilância extremo – mercantilizando cada interação, radicalizando-nos por cliques, explorando-nos como produtos e destruindo o próprio fibra do nosso tecido social.

E, no entanto, mesmo com tudo isso se tornando um registro público, o melhor que muitos “líderes de pensamento” futuristas parecem propor para o século 22 é o absurdo do crescimento econômico sem fim baseado em “tecnologia exponencial”.

Os ideólogos do exponencialismo estão arrastando a mentalidade do “Iluminismo” para seus futuros projetados sem nenhuma análise real das consequências da exploração colonial e capitalista que se estendem do passado ao presente e ao futuro. Essa mentalidade tecno-utópica depende de um crescimento econômico extrativista ilimitado e encobre toda consideração genuína pelas extinções culturais e da biosfera que inevitavelmente acontecem na esteira desse crescimento. As principais ofertas dessas ideias de expansão material infinita em um planeta finito são sempre tecno-correções mágicas e, é claro, o colonialismo espacial como seu deus ex-machina.

O mito da tecnologia como salvadora aponta para um mito cristão subjacente que marginaliza outras narrativas e fés (*Phoenix Perry). Como podemos ver, ambas as iterações históricas e contemporâneas da visão utópica estão muito atoladas em ilusões de grandeza colonizadora: um insulto total à vida planetária E à nossa humanidade compartilhada.

Então, perguntamos aqui: algum desses conceitos binários pode representar verdadeiramente o tecido complexo de nossas realidades vividas ou eles os reduzem?

Este trabalho foi feito com contribuições vitais e conselhos de edição por (em ordem alfabética): Ash Baccus-Clark, Alina Negoita, Amber Case, Angie Davis, Ari Kuschnir, Carmen Aguilar Y Wedge, Caroline Barrueco, Charles Shafaieh, Dorothy R. Santos , Efflam Mercier, Gemma Milne, Ibtisam Ahmed, India Osborne, Jamie Perera, Jenka Gurfinkel, Jess Vovers, Joseph Purdam, Kayus Bankole, Kefiloe Siwisa, Kevin Bethune,Lidia Zuin, Luisa Ji, Mark Gonzales, Mary Katherine Heinrich, Phoenix Perry, Pumla Maswangany, Radha Mistry, Rasigan Maharajh, Regina Walton, Romi Ron Morrison, Sarah B Brooks, Sydette Harry, Tiana Garoogian, Tyson Yunkaporta.
Images by Mario Mimoso & Monika Bielskyte. Logo by Kazuhiro Aihara. Text originally commissioned for #SkyAnyColour curated by Errolson Hugh & Rod Chong.

Este artigo foi originalmente publicado aqui.

Tradução: Moisés Moss

Edição: Brendo Vitoriano

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Parte 2: Protopia Futures Framework : Por que Protopia?

Parte 3: Princípios da Protopia: uma imersão nos conceitos

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O futuro precisa do autoconhecimento, o Yoga e a Meditação são ferramentas para esta busca. https://futuroterapia.com/o-futuro-e-autoconhecimento-e-as-ferramentas-para-alcanca-los-sao-a-yoga-e-a-meditacao/ https://futuroterapia.com/o-futuro-e-autoconhecimento-e-as-ferramentas-para-alcanca-los-sao-a-yoga-e-a-meditacao/#comments Thu, 20 Jan 2022 20:06:00 +0000 https://futuroterapia.com/?p=7883 Em meio a tanta informação, desinformação, mudanças sociais e desafios, a busca por autoconhecimento é de suma importância nesse momento histórico da humanidade. Existem muitas ferramentas para iniciar a jornada do autoconhecimento, a Yoga e a Meditação são algumas das mais eficientes. “Conheça a ti mesmo por que senão o algoritmo vai” ligia zotini – releitura de [...]

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Em meio a tanta informação, desinformação, mudanças sociais e desafios, a busca por autoconhecimento é de suma importância nesse momento histórico da humanidade. Existem muitas ferramentas para iniciar a jornada do autoconhecimento, a Yoga e a Meditação são algumas das mais eficientes.

“Conheça a ti mesmo por que senão o algoritmo vai”

ligia zotini – releitura de Yuval Harari

Segundo o site Pés-Descalços, a prática de Yoga é milenar, leva a cura do estresse, da ansiedade e da depressão, e torna seus praticantes mais cientes do seu corpo e mente. Por isso é uma importante ferramenta de autoconhecimento.

Ao praticar Yoga, trabalhamos diretamente a autoconfiança, a capacidade de concentração, a flexibilidade, a tranquilidade, e o fortalecimento e equilíbrio físico e mental, causando um profundo relaxamento e elevando nossa paz interior.

Com origem na Índia, tem mais de 5.000 anos de existência e chegou ao Mundo Ocidental séculos antes de Cristo. Possui inúmeras vertentes e derivações, mas sua essência é sempre a mesma, a harmonia do corpo, da mente e da alma.

O Hatha Yoga, é a linha mais comum e mais praticada no Ocidente, e possui diversas variações, podendo ir desde aulas gentis e confortáveis para desafiadoras e árduas. A escolha pela sua preferida é pessoal e natural.  Mesmo com variações entre si, todas as linhas seguem os mesmos princípios e abrandem os oito pilares do Yoga.

A aula de Yoga é fundamentada nesses pilares, dos quais três são facilmente identificados, mesmo pelos novos praticantes. Os demais são parte do aprendizado e da evolução.

ÁSANAS

Posturas executadas durante a prática, trabalham o alongamento, fortalecimento e o equilíbrio corporal. A constante prática dos Ásanas atua diretamente nos Chakras, estimulando, limpando e melhorando seu fluxo. As posturas devem ser executadas com suavidade e permanência, com consciência e concentração na respiração, que é mais importante do que sua força ou seu grau de elasticidade.

PRANAYAMA

Prana, palavra de origem sânscrita, significa Energia Vital. Ayama, também do sânscrito, significa expansão ou controle. Pranayama portanto pode ser definido com o a arte de controlar a respiração. É um dos pilares do Yoga e responsável por fazer circular a energia vital do nosso corpo.

MEDITAÇÃO

Parte integrante da prática do Yoga, se une aos Asanas em conjunto com os exercícios de Pranayama.

É uma jornada individual que leva ao autoconhecimento e autodescoberta, tornando seus praticantes comprometidos com o seu bem estar próprio e do mundo em geral.”

Cada um aprende, ensina e vive da sua própria maneira, mesmo que o objetivo de todas as linhas de Yoga seja o mesmo, alcançar o Samádhi (Iluminação da Consciência)

O FUTUROTOPIA MONTOU UM GRUPO DE MEDITAÇÃO E YOGA, QUE ESTÁ SE REUNINDO TODO DIA ÀS 8 DA MANHÃ.

autoconhecimento, a Yoga e a Meditação
Márcio rossetti, prOFESSOR DE YOGA há 17 anos

Sabendo da importância do autoconhecimento, iniciamos com um grupo de amigos um desafio de 21 dias de Yoga e Meditação, com o professor de Yoga Márcio Rossetti, o resultado está tão legal que decidimos abrir esse grupo para os leitores desse artigo. São 40 minutos de prática e acontece todo dia as 8 horas da manhã, é via Zoom e vai até 9 de Dezembro.

fonte: Pés Descalços

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Treinamento da mente e a apreciação da vida para mudar o mundo. https://futuroterapia.com/treinamento-da-mente-e-a-apreciacao-da-vida/ https://futuroterapia.com/treinamento-da-mente-e-a-apreciacao-da-vida/#respond Fri, 07 Jan 2022 12:32:00 +0000 https://futuroterapia.com/?p=95013 [Treinamento da mente]: De forma leve e divertida, o vídeo nos conduz pelo caminho do Zen.  Só de ouvir a Monja Coen falar, a alma já vai ficando leve. De forma bastante autêntica, ela vai contando histórias da própria vida e não tem receio em tirar a poeira debaixo do tapete. Afinal, são das experiências [...]

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[Treinamento da mente]: De forma leve e divertida, o vídeo nos conduz pelo caminho do Zen.  Só de ouvir a Monja Coen falar, a alma já vai ficando leve. De forma bastante autêntica, ela vai contando histórias da própria vida e não tem receio em tirar a poeira debaixo do tapete. Afinal, são das experiências que a sabedoria surge.

Mas não se engane com a doçura da Monja. Ela tem a medida certa para tocar em assuntos espinhosos. Logo de cara, ela fala sobre um tema recorrente no drama existencial humano: a morte. No fundo, é apenas uma provocação para a gente se perguntar o que estamos fazendo da nossa vida. Verdade que dá um medinho pensar sobre isso. Acabar tudo e nunca ver mais ninguém… Mas a vida não se resume a uma única pessoa. Somos grupais, coletivos e globais. Para aumentar as chances de sobrevivência, aprendemos desde as cavernas a viver em bando. Ainda assim, a morte é certa. Só não se sabe a data. O jeito é aproveitar o tempo enquanto estamos aqui.

Daí a importância de ser altruísta. Conhece aquele ditado? Fazer o bem sem olhar a quem? Oferecer o melhor e livre de qualquer julgamento. Valorizar a vida de todos os seres humanos. Ouvir a Monja Coen é muito agradável, mas não é fácil. Por exemplo, como fazer o bem a uma pessoa nos causa antipatia. Ela coloca a gente para queimar neurônios. Como saber o que é bem? Pelos sentidos, é claro. E como se aprimora os sentidos? Hum… a esta altura já deve imaginar a resposta.

A Monja se auto define como “ garota-propaganda do zen”.  O entusiasmo não é à toa. Ao aprimorar a percepção da realidade mudanças profundas são possíveis, independente do contexto sócio-cultural. Práticas meditativas em escolas primárias e secundárias estão sendo feitas em vários lugares do mundo com resultados inspiradores.

Ela também fala que a meditação abre portas para os sentimentos. Podemos sentir tudo, tudinho mesmo, amor, alegria, raiva… Entretanto, somos programados a reagir de uma determinada forma. Aqui vem o pulo do gato: é possível estimular a percepção de uma nova maneira, mesmo que muita coisa de ruim já tenha acontecido anteriormente. Quem nunca? Já rolou texto sobre mudança e aceitação no Futurotopia onde você pode pegar algumas inspirações.

Para nossa sorte,  a meditação está cada vez mais acessível e não tem mais desculpa. Melhor começar a praticar logo. O Yoga é um caminho de autodesenvolvimento físico e espiritual. Até a Monja Coen disse que faz bem. Ela conta do sábio Patanjali que sistematizou o Yoga séculos atrás. Muitos de seus ensinamentos se assemelham aos de Buda. 

Para Patanjali, deve-se levar uma vida ética. Agora a coisa fica séria. Como agir corretamente? Quando surge a raiva ou tristeza, o que deve ser feito? Entrar numa discussão e dizer alguns palavrões cabeludos? Reagir instintivamente ao mundo exterior é tornar-se uma folha ao sabor do vento. Nem sempre dá para escolher o que sentir, mas podemos decidir se ficará mais forte ou deixar a míngua. Respiração e sentimentos estão hiperconectados.

+ leia também:

Temos poder de escolha!  Usar o cérebro em capacidade máxima. Direcionar o pensamento. Um exemplo bacana da Monja (guarde essa dica que vale ouro) é estimular o contentamento com a existência.  Tem outra lição bem necessária nos dias atuais.  É a famosa, ahimsa,  a não-violência.  Buscar uma solução melhor e inteligente ao invés de querer ganhar uma disputa no grito. Os sutras de Patanjali são indicações do que desenvolver e o do que se abster para viver melhor com os outros. Talvez por isso a meditação seja tão maravilhosa. Aquietar a mente é uma porta para o autoconhecimento e autocontrole.

Já Buda tem como princípios não fazer o mal, fazer o bem e fazer o bem a todos os seres. Comprometer-se para minimizar a dor e sofrimento do mundo, ainda que seja bastante desafiador fazer isso. Numa primeira olhada, ninguém se considera má pessoa. Muitos talvez  se suponham incapazes de maltratar um ente vivo. Mas será que já deu uma chinelada em uma barata? Inseticida contra pernilongos? Veneno para rato? Na lista dá ainda para incluir as relações. Traição? Vingança? Maltratou alguém que dizia amar? Resultado dor e sofrimento para os envolvidos. Ainda que tenha sido o crime perfeito, nunca descoberto, a culpa silenciosa persegue e maltrata.

Budismo e Yoga são semelhantes em seus direcionamentos. Quando se toma consciência das próprias atitudes é possível modificá-las. Quantas ações ainda podem ser melhoradas? Para responder é seguir o conselho da Monja: respirar, meditar e se estimular de uma maneira nova.

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A criatividade e a arte de sonhar com o novo. https://futuroterapia.com/a-criatividade-e-a-arte-de-sonhar-com-o-novo/ https://futuroterapia.com/a-criatividade-e-a-arte-de-sonhar-com-o-novo/#respond Fri, 07 Jan 2022 11:38:00 +0000 https://futuroterapia.com/?p=7300 O processo da criatividade envolve a reconciliação de muitos paradoxos: ação e espera, controle e renúncia, comprometimento total e ausência de esforço, tomada súbita de consciência e suavidade no fazer. A criatividade é a ação através da inação. Não é o ato de fazer em si, mas de permitir que algo ocorra por intermédio. É [...]

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O processo da criatividade envolve a reconciliação de muitos paradoxos: ação e espera, controle e renúncia, comprometimento total e ausência de esforço, tomada súbita de consciência e suavidade no fazer. A criatividade é a ação através da inação. Não é o ato de fazer em si, mas de permitir que algo ocorra por intermédio. É sustentar um estado relaxado e receptivo, e ser passagem.

Criativo é sinônimo de novo. Só é possível acessar o novo desarmando-se frente o desconhecido. A criatividade não é a composição ou reordenação do velho, mas a manifestação do até então impensável — do encontro do conhecido com o desconhecido. Rollo May, no livro A coragem de criar, diz que a coragem criativa é a descoberta de novas formas, símbolos, padrões e narrativas segundo os quais uma nova sociedade pode ser construída. 

Nesse sentido, a necessidade de coragem criativa nas pessoas é proporcional ao grau de mudança que é necessária ao mundo. Ela é alimentada pela fúria contra a injustiça presente na sociedade. As pessoas criativas são rebeldes porque se revoltam contra a disfuncionalidade do status quo e não se rendem ao script de sucesso que lhes é oferecido. Elas sabem que o novo costuma ser rejeitado, que a humanidade é letárgica e que elas estão a frente do seu tempo. 

As pessoas corajosamente criativas levam a sério suas visões interiores e expressam o que é sonhado pela maioria. É como se elas tivessem um passe livre no inconsciente coletivo que as tornam mensageiras de avisos antecipados do que está acontecendo em dada sociedade. Elas expressam o significado espiritual de uma cultura. São os criadores da consciência não-criada da cultura. Eternamente insatisfeitas com o que está dado, estão nos conduzindo sempre a novos mundos.

“Há quem diga que são os sonhos dos homens que sustentam o mundo na sua órbita.” 

Carl Gustav Jung

A criatividade tem uma relação direta com a arte de sonhar. A transição de eras históricas ocorreu porque o ser humano as sonhou. Mas, comumente, a criatividade é associada a psicopatologias. Isso acontece porque ela faz parte do universo de pessoas que não se adaptam à cultura em que vivem e que alargam, enfrentando a visão de mundo dominante, as fronteiras da consciência humana. 

Ao contrário de doença, a criatividade é a manifestação básica do ser humano saudável realizando sua individualidade no mundo. O processo criativo deve ser visto como a representação do mais alto grau de saúde emocional e expressão da essência humana engajada em dar vida à própria realidade. A criatividade é uma forma de rebeldia desejável porque para criar é preciso livrar-se dos condicionamentos e resolver-se com a própria individualidade. Não se pode ser criativo estando refém da psicologia das massas. 

As noções de extravagância e excentricidade só existem e são relacionadas às pessoas criativas porque vivemos em uma sociedade ortodoxa. Uma sociedade será sadia quando cada pessoa for respeitada em sua rebeldia e se sentir à vontade com sua “excentricidade”. Rudolf Steiner disse que à medida que o ser humano torna-se humano, ele caminha para se tornar um “ser da liberdade”. A liberdade é a essência do ser humano. E a criatividade é a essência da liberdade. É da natureza do eu autêntico criar e expressar-se em liberdade.

As pessoas comprometidas com a criatividade caminham em direção ao abandono de motivações que não sejam fazer o que fazem pelo valor intrínseco do que é feito e pelo amor ao fazer. Amar o que se faz é possível quando a ação nasce da liberdade. Quando isso acontece, a ação silencia o ego delirante e o crítico interno e se torna uma ponte entre o imanente e o transcendente — entre o mundo cotidiano e a experiência do sagrado. É a arte de amar o que se faz e ter prazer em fazê-lo que nos levará a um mundo melhor.

Fonte: IDR

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Futurismo pessoal para quem quer direcionar a sua vida de acordo com a sua essência. https://futuroterapia.com/futurismo-pessoal-para-quem-quer-direcionar-a-sua-vida-de-acordo-com-a-sua-essencia/ https://futuroterapia.com/futurismo-pessoal-para-quem-quer-direcionar-a-sua-vida-de-acordo-com-a-sua-essencia/#respond Sat, 13 Nov 2021 23:21:00 +0000 https://futuroterapia.com/?p=137530 O Futurotopia através da metodologia “Futuro-me” proporciona  a experiência de redesenhar o seu futuro através de encontros “um-a-um” com profissionais que já vivenciaram muitas transições de vida e que são certificados em Foresight Estratégico. Uma mentoria de futurismo pessoal para quem quer direcionar a sua vida de acordo com a sua essência. Ideal para quem está [...]

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O Futurotopia através da metodologia “Futuro-me” proporciona  a experiência de redesenhar o seu futuro através de encontros “um-a-um” com profissionais que já vivenciaram muitas transições de vida e que são certificados em Foresight Estratégico.

Uma mentoria de futurismo pessoal para quem quer direcionar a sua vida de acordo com a sua essência.

Ideal para quem está saindo do quadrado e quer se  reposicionar com o futuro.

São quatro encontros individuais de uma hora cada + exercícios assíncronos + acompanhamento do plano de ação.

Juntos Revisitamos o Passado

Entendemos seu Momento Atual

Desenhamos Futuros Desejados

Passeamos pelas Tendências e Sinais de Futuros

Co-Criamos um Plano de Ação Alinhado com o seu Propósito Pessoal 

Redirecione sua vida de acordo com sua essência. Tenha seu projeto de vida para os próximos anos.

Uma mentoria de futurismo pessoal para quem quer redirecionar a sua vida de acordo com a sua essência. Ideal para quem está saindo do quadrado e quer se  reposicionar com o futuro.

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Lifelong Leisure – Desapegos & Escolhas https://futuroterapia.com/lifelong-leisure-desapegos-escolhas/ https://futuroterapia.com/lifelong-leisure-desapegos-escolhas/#respond Thu, 23 Sep 2021 00:12:08 +0000 https://futuroterapia.com/?p=137312 Lifelong Leisure: As escolhas que fazemos no presente determinam o que será do nosso futuro, afinal somos feitos das nossas escolhas. Só que como andamos tão ocupados e corridos, às vezes nem percebemos que as escolhas que fazemos, todos os dias, muitas vezes são inconscientes. Contudo, são essas decisões que muitas vezes definirão o nosso [...]

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Lifelong Leisure: As escolhas que fazemos no presente determinam o que será do nosso futuro, afinal somos feitos das nossas escolhas. Só que como andamos tão ocupados e corridos, às vezes nem percebemos que as escolhas que fazemos, todos os dias, muitas vezes são inconscientes. Contudo, são essas decisões que muitas vezes definirão o nosso percurso. Esse período que estamos vivendo de pandemia nos convidou a desapegar dos espaços externos, para ampliar os espaços internos e nos ensinou o quão importante é dar atenção à vida para enxergarmos com lentes diferentes o que ela nos mostra. Desapegar de algumas certezas, crenças, expectativas, inseguranças e mágoas nos ajuda a interpretar mais as nossas escolhas, usando a mente e o coração. 

ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE ROCK IN RIO HUMANORAMA

“Não siga o passado; não se perca no futuro. O passado já não existe; o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, permanecemos equilibrados e livres.”

Koan Zen¹ 

Estamos realmente vivenciando uma significativa mudança em nossa visão de mundo e nesse processo de escolhas evidenciamos que o que antes nos servia, aos poucos, está se tornando menos importante. A forma acelerada ao qual somos impactados, diariamente, pelas inovações tecnológicas, nos fez rever vários conceitos e entre eles a maneira como aprendemos e quais informações devemos realmente armazenar para melhorar as nossas habilidades, tanto no campo profissional quanto no campo pessoal. 

Ao acompanharmos o desenvolvimento de uma criança, durante a primeira e a segunda infância, observaremos que boa parte do aprendizado adquirido por ela ocorrerá durante os momentos de lazer, ou seja, através de novas descobertas e experiências vivenciadas. Por exemplo, ao jogar futebol com os amigos a criança desenvolverá habilidades de como trabalhar em equipe, que serão essenciais para a sua vida profissional na fase adulta. Ou seja, isso prova que estamos em constante aprendizado a todo o momento.  

Com a pandemia da Covid-19, o mundo e o local de trabalho mudaram. Rapidamente nos vimos obrigados a trabalhar das nossas casas, através do Home-Office, e a estudar, de forma virtual, pelo sistema EAD. O trabalho remoto proporciona às pessoas a tão sonhada liberdade de poder trabalhar de qualquer parte do mundo, ampliando os momentos de lazer que poderão ser utilizados para aprender e desenvolver novas habilidades, além, é claro, de uma melhoria na qualidade de vida. Porém, nem tudo é um “conto de fadas” e algumas questões devem ser levadas em consideração, como, por exemplo: Estou utilizando este tempo livre, de maneira proveitosa, para o meu desenvolvimento? Durante os momentos de lazer, quais são as habilidades que eu estou adquirindo? Estes aprendizados estão conectados com o meu verdadeiro propósito de vida? 

Para responder às perguntas acima, usarei como exemplo o caso do “Projeto Desbravando as Américas”², fundado pelo turismólogo carioca, Wallace Soares. No ano de 2014, ele vivenciou um conturbado período da sua vida, no qual ele se encontrou desempregado e sofrendo por uma grande desilusão amorosa, que acabou levando-o a um quadro de depressão. Para sair daquela complicada situação, Wallace tomou a decisão de utilizar o seu tempo ocioso, de forma criativa, para começar a elaborar um grande projeto de viagem, com o objetivo de ir do Rio de Janeiro ao Alasca, de ônibus.  Morador de uma Comunidade, localizada no bairro da Tijuca, ele pesquisou por maneiras econômicas para “dar vida” ao seu sonho e assim superar todas as adversidades socioeconômicas que se apresentavam à sua volta. Em junho de 2015, ele realizou a primeira etapa do seu projeto, durante o período de férias do seu novo trabalho, conseguindo viajar do Rio de Janeiro a Montevideo, com a quantia fixa de 4 mil reais, que ele havia economizado ao guardar 15% do seu salário mensal em uma poupança. Após o sucesso da primeira etapa, Wallace realizou mais três viagens, ficando cada vez mais próximo do seu objetivo de chegar ao Alasca. Ao retornar de cada etapa, Wallace percebeu que apesar de viajar a lazer, ele havia adquirido um vasto conhecimento sobre a história, a cultura e a gastronomia das cidades visitadas, como, por exemplo, aprender um novo idioma, o espanhol, devido às suas experiências vivenciadas, que estavam diretamente ligadas ao seu verdadeiro propósito de vida, além de descobrir a sua verdadeira vocação profissional. Segundo ele, os aprendizados proporcionados pelo seu projeto “Desbravando as Américas” mudaram a sua maneira de ver a vida e o mundo. Graças às suas viagens, ele se tornou escritor, tendo, atualmente, dois livros publicados com relatos das suas aventuras pelo Continente Americano, e tornou-se palestrante, com o objetivo de ajudar pessoas na quebra de tabus historicamente impostos pela sociedade, como, por exemplo: “É preciso ser rico para realizar viagens?” e “A importância das Viagens como tratamento alternativo para os males do século XXI, como a depressão e a crise de ansiedade”, entre outros. 

Aprender a aprender, desenvolver hábitos de aprendizagem positivos e melhorar o desempenho por meio da prática deliberada, durante os momentos de lazer, será um grande diferencial para os profissionais do futuro, pois serão essas habilidades que os gestores de empresas buscarão em seus funcionários. Portanto, devemos estar cientes sobre o que aprendemos, onde e quando aprendemos e, idealmente, como aplicamos este aprendizado em nossas vidas, seja pessoal ou profissional.  

No artigo passado, conversamos sobre o conceito “Lifelong Learning” que significa que a aprendizagem não se limita a uma fase específica da vida, e sim ao longo dela.  Meu convite agora é para refletir sobre um outro conceito, o “Lifelong Leisure” (aprendizado contínuo durante o lazer), que, na minha opinião, encontra-se totalmente adequado ao nosso momento atual. Para o escritor norte-americano, Robert A. Stebbinsᶟ, há atualmente três categorias de lazer: o Lazer Sério, o Lazer Casual e o Lazer Baseado em Projetos. Segundo ele, todas as categorias proporcionam aprendizados, porém de maneiras diferentes, de acordo com o perfil e o propósito de cada ser humano. Em seus livros, ele denomina as pessoas que aprendem nos momentos de lazer como Homo Otiosus (homem de lazer) descrevendo o quanto essas pessoas são fascinantes e se tornarão figuras cada vez mais importantes para os tempos atuais.  

Só que para definirmos melhor as nossas escolhas temos que aprender a ouvir a nós mesmos. Dúvidas e medos podem nos prender e nos fazer sofrer, mas quando aprendemos a nos ouvir corretamente, a direção certa aparece. Porém, como sabemos se estamos na direção certa?  Se você está em paz, está seguindo o verdadeiro caminho, pode parecer difícil, mas pessoas felizes, com sucesso, são aquelas que souberam como parar e disciplinar o seu pensamento. Este é um trabalho contínuo e toda vez que você sentir que está perdido no caminho, volte para o seu coração e redirecione a sua vida. 

Nós podemos e devemos ser mais conscientes das nossas escolhas. O poder está nas nossas mãos. Ou seja, precisamos escolher o que mais tem a ver com os nossos propósitos e o que nos traz bem-estar. Lifelong Leisure é uma interessante escolha que nos leva a evoluir! Pense nisso… 

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CRISPR: A Nova Ferramenta de Edição de DNA https://futuroterapia.com/crispr-nova-ferramenta-de-edicao-de-dna/ Mon, 16 Aug 2021 21:40:40 +0000 https://futuroterapia.com/?p=4041 Existem diversas enzimas Cas, mas a mais conhecida é chamada Cas9. Ela vem da Streptococcus pyogenes, uma bactéria conhecida por causar infecção na garganta. Juntos, eles formam o sistema CRISPR/Cas9, frequentemente abreviado para apenas CRISPR. Muitos experimentos científicos são feitos e limitados a poucos organismos (camundongos, ratos, moscas, um nematódeo chamado C. elegans, peixe-zebra). Isso [...]

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Existem diversas enzimas Cas, mas a mais conhecida é chamada Cas9. Ela vem da Streptococcus pyogenes, uma bactéria conhecida por causar infecção na garganta. Juntos, eles formam o sistema CRISPR/Cas9, frequentemente abreviado para apenas CRISPR.

Muitos experimentos científicos são feitos e limitados a poucos organismos (camundongos, ratos, moscas, um nematódeo chamado C. elegans, peixe-zebra). Isso porque esses são os organismos que os cientistas estudaram mais de perto e sabem como manipular geneticamente.

Mais próximas da realidade estão outras criaturas geneticamente modificadas — e não apenas as em laboratório.

A capacidade de corrigir erros de DNA significa que o CRISPR poderá criar novos tratamentos para doenças ligadas a erros genéticos específicos, como fibrose cística ou anemia falciforme. Como não se limita a seres humanos, as aplicações são quase infinitas, O CRISPR poderá criar plantas que produzam frutos maiores, mosquitos que não transmitam a malária, ou reprogramar células cancerígenas resistentes a medicamentos. Também é uma ferramenta poderosa para estudar o genoma, que permite aos cientistas ver o que acontece quando os genes são desativados ou alterados dentro de um organismo.

O CRISPR ainda não é perfeito. Nem sempre faz apenas as modificações pretendidas, e, como é difícil prever as implicações a longo prazo de uma modificação CRISPR, essa tecnologia levanta questões éticas importantes.

E o que vem sendo feito na prática?

O autointitulado “biohacker” Josiah Zayner está sob investigações das autoridades médicas do estado da Califórnia, Estados Unidos, sob suspeita de fazer exercício ilegal da Medicina. Zayner ficou conhecido em outubro de 2017, quando, após ingerir consideráveis doses de uísque, fez uma transmissão ao vivo onde injetou em seu braço o que dizia tratar-se de uma seringa contendo o DNA da ferramenta de edição genética CRISPR-Cas9, dizendo que isso lhe permitiria crescer mais músculos.

“Biohacker” conhecido por injetar CRISPR no próprio corpo está sob investigação

Zayner é o CEO de uma empresa chamada The Odin e possui diplomas e certificados em biofísica, mas não tem licença para exercer profissões médicas. Em sua empresa, Zayner especializou-se em vender para o cidadão comum kits “faça você mesmo” de experimentação genética em plantas, animais e até humanos. O próprio CEO já tentou, com as ferramentas da própria empresa, realizar procedimentos como um transplante fecal em um aeroporto, em 2016; e a engenharia genética da própria pele, em 2017.

Em 2018, porém, ele assumiu uma posição mais cautelosa, culpando-se pelo crescimento do mercado de biohacking e o aumento de pessoas protagonizando autoinjeções dos mais variados tipos.

“Honestamente, eu meio que sou responsável por isso”

O biohacker Josiah Zayner, que agora enfrenta investigações pelas autoridades médicas da Califórnia (Imagem: Reprodução/Red Bull)

Agora, a situação cresceu o suficiente para que as autoridades tomassem nota: em uma carta compartilhada pelo próprio Zayner em sua conta no Instagram, o Departamento de Assuntos do Consumidor (DCA, na sigla em inglês) diz que “investigadores estão agora em uma fase de nossa análise onde nós gostaríamos de conversar com você [Zayner] sobre este assunto”. A entidade pede que Zayner agende com eles uma entrevista e anotaram na carta: “Nós vamos também discutir os seus negócios”.

Zayner defendeu-se das acusações, alegando inocência e criticando as autoridades médicas: “A verdade é que eu nunca dei a ninguém nada para que eles se injetassem ou tomassem, nunca vendi nenhum material destinado ao tratamento de doenças, e nunca aleguei que pudesse oferecer tratamentos ou curas pois sabia que este dia chegaria”, ele conta, referindo-se à carta e à investigação. “A parte mais f**a disso é que tem tanta gente morrendo não por minha causa, mas porque a FDA [agência regulatória de saúde nos EUA, similar à Anvisa, no Brasil] e o governo recusam-se a dar às pessoas o acesso a tecnologia e tratamentos de ponta ou, em alguns casos, até mesmo o mais básico plano de saúde. E mesmo assim, eu é que sou ameaçado com cadeia”.

Segundo a legislação norte-americana, a prática da medicina sem a devida licença pode gerar multa a partir de US$ 150 mil, em casos sem risco; ou até três anos de reclusão e encarceramento, em casos mais graves.

Quer saber mais sobre o assunto? Tem uma série documental na Netflix bem explicativa:

Fonte: GIZMODO | TED-Ed  | CanalTech


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A Nova Economia, por quem está com a mão na massa. https://futuroterapia.com/a-nova-economia-por-quem-esta-com-a-mao-na-massa/ https://futuroterapia.com/a-nova-economia-por-quem-esta-com-a-mao-na-massa/#respond Fri, 13 Aug 2021 14:09:04 +0000 https://futuroterapia.com/?p=137172 É inegável que o mundo está passando por uma série de mudanças profundas: tecnologias inovadoras estão transformando rotinas e facilitando interações pessoais; dados viraram a moeda mais valiosa das empresas; o conhecimento está cada vez mais acessível, abrindo oportunidades para o surgimento de novos negócios, e assim por diante. Curadoria Futurotopia | Youtube: PODCAST “OS [...]

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É inegável que o mundo está passando por uma série de mudanças profundas: tecnologias inovadoras estão transformando rotinas e facilitando interações pessoais; dados viraram a moeda mais valiosa das empresas; o conhecimento está cada vez mais acessível, abrindo oportunidades para o surgimento de novos negócios, e assim por diante.

Curadoria Futurotopia | Youtube: PODCAST “OS SÓCIOS”

Essa é a era da informação, que propiciou o surgimento de uma Nova Economia. Com essa nova era, a economia estática, dependente de recursos naturais e commodities, perde importância e dá lugar a uma economia ligada à contínua inovação, com equipes multidisciplinares e modelos de gestão menos hierárquicos. Podemos dizer que estamos a uma inovação de distância de tornar obsoleto uma profissão, uma empresa ou mesmo um setor da economia.

Com a Nova Economia, a única certeza que existe é a mudança. Empresas que eram líderes de mercado há 20 anos, como Nokia, Kodak, Yahoo e Blockbuster, hoje não passam de lembranças do que já foram. Nesse cenário, cabe a você se adaptar para estar do lado que aproveita as mudanças para gerar valor e oportunidades.

Para falar dessa Nova Economia, de como se preparar e se adaptar a esse mundo novo, e no que ela irá impactar a vida de empreendedores, funcionários e consumidores, o podcast “Os sócios” conta com a presença de Walter Longo e Diego Barreto, dois dos maiores especialistas em inovação e transformação digital no país, no 27° episódio do podcast “Os Sócios”.

Convidados: Walter Longo @wlongo e Diego Barreto @diegocbarreto

Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini

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